Graciliano Ramos nasceu em Quebrangulo-Alagoas em 1892 e morreu no Rio de Janeiro em 1953, e é considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX por causa do estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas de sua literatura. Sua vida profissional começou como jornalista, mas em seguida adentrou na carreira de político, onde virou prefeito no interior de Alagoas. Mas a experiência não foi bem sucedida, pois o seu estilo de administrar não era bem visto (ele era opositor ao governo de Gétulio Vargas), e então voltou ao jornalismo. Foi nesse período que ele escreveu obras importantes como Caetés (1933); São Bernado (1934); Angústia (1936) – por muitos, a sua melhor obra; Vidas Secas (1938). Em 1953, foi publicado postumamente as suas memórias quando foi preso durante a era Vargas que foi titulado Memórias de um Cárcere.Outras obras: A Terra dos Meninos Pelados (1939); Brandão Entre o Mar e o Amor (1942); Histórias de Alexadre (1944); Infãncia (1945); Histórias Incompletas (1946); Insônia (1947); Viagem, póstuma (1954); Linhas Tortas, póstuma (1962); Viventes das Alagoas, póstuma (1962); Alexandre e Outros Hérois, póstuma (1962); Cartas, póstuma (1980); O Estribo de Prata, póstuma (1984); Cartas a Heloísa, póstuma (1992).
NO CINEMA: o grande tradutor da literatura de Ramos foi, sem dúvida nenhuma, Nelson Pereira dos Santos com o belo Vidas Secas, sensação no Festival de Cannes de 1963 (até a cadela que faz a antológica Baleia rouba a cena), e o formidável Mémorias de um Cárcere de 1983 com Carlos Vereda. Outra excelente adaptação foi São Bernardo feito por Leon Hirszman em 1973, com ótima atuação de Othon Bastos.
1 comentários:
Sim, provavelmente por isso e
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