terça-feira, julho 17, 2007

Destaques nos cinemas

O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO
(The Painted Veil, EUA/China, 2006) de John Curran.
Drama. Nos anos 20, médico leva a sua esposa para a China, com a intenção de se vingar de sua infidelidade.



EM BUSCA DA VIDA
(Sanxia Haorin, China, 2006) de Tao Zhao.
Drama. Relata o impacto ambiental e social causado pela construção de uma barragem hidrelétrica na China.


A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS
(The Secret Life of Words, Espanha, 2005) de Isabel Coixet.
Drama. Jovem cuida de um homem vítima de queimaduras ocorrido durante o seu serviço.


RATATOUILLE
(EUA, 2007) de Brad Bird.
Infantil. A estranha amizade entre um cozinheiro e um rato expert em culinária.

segunda-feira, julho 16, 2007

Lançamentos em DVD

PECADOS ÍNTIMOS
(Little Children, EUA, 2006) de Todd Field.
Drama. Casal trai os seus respectivos cônjuges para sair do marasmo que suas vidas se transformaram.




O BOM PASTOR
(The Good Shepherd, EUA, 2007) de Robert De Niro.
Drama. Relata o surgimento da CIA (Central de Inteligência Americana), sob o ponto de vista de um de seus primeiros agentes.


SONHOS COM XANGAI
(Qing Honh, China, 2005) de Wang Xiaoshuai.
Drama. Mulher chinesa deseja retornar a cidade, depois de viver 20 anos no campo, mas o seu plano é atrapalhado pela sua filha.



A CONQUISTA DA HONRA
(Flags of Our Fathers, EUA, 2006) de Clint Eastwood.
Guerra. Mostra o ponto de vista dos americanos da batalha entre os americanos e japoneses na ilha de Iwo Jima na Segunda Guerra Mundial.



CARTAS DE IWO JIMA
(Letters From Iwo Jima, EUA, 2006) de Clint Eastwood.
Guerra. Mostra o ponto de vista dos japoneses da batalha entre os americanos e japoneses na ilha de Iwo Jima na Segunda Guerra Mundial.

sábado, julho 14, 2007

Tela Super8: Flashdance - Em Ritmo de Embalo

Cena do filme Flashdance - Em Ritmo de Embalo (Flashdance, EUA, 1983) de Adrian Lyne, clássico comercial dos anos 80, que eu adorava quando era pequeno, especialmente a sua ótima trilha sonora. Tudo bem! Vendo o filme hoje, a gente morre de rir do seu argumento absurdo, afinal a personagem principal é operária de dia; já a noite é dançarina de boate, mas o seu maior sonho é ser bailarina!?!?!?!?!? Mas o que vale são as suas ótimas cenas musicais que marcaram os anos 80 definitivamente.
Essa cena é o primeiro número musical do filme ao som da música He´s A Dream da cantora ou banda Shandi. Aumenta o som, galera :D



quinta-feira, julho 12, 2007

Biografia: Ingmar Bergman

Ingmar Bergman nasceu na Suécia em 1918, e é um dos cineastas mais importantes de todos os tempos. Entre 1946 e 1982, dirigiu quarenta filmes de alta qualidade, notando-se, em todos, um caráter profundamente pessoal, técnica cinematográfica ao mesmo tempo simples e inovadora, até na abordagem de temas mais surrealistas ou oníricos, como Morangos Silvestres (1957), e Persona (1966). Outra particularidade é a sua sensibilidade criadora, que lhe permitia uma relação especial com seus atores e, ao mesmo tempo, os induzia a desempenhos memoráveis. Alguns deles se tornaram, para sempre – apesar de seus méritos em outros trabalhos –, “atores bergmaniacos”, como Max von Sydow, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Liv Ullmann, Gunnel Lindblom, Gunnar Björnstrand, Earland Josephson.
Filho de um pastor protestante, Bergman confessou que, para ele, “os problemas religiosos estão continuamente vivos (...) não no nível emocional, mas no intelectual”. Mas Bergman acabou chegando à rejeição das crenças religiosas, ficando apenas “com a convicção de que a vida humana é estigmatizada por uma carga maligna virulenta e ativa”, como se percebe em O Silêncio (1963). Desde Noites de Circo (1953), com personagens como o dono de um circo mambembe com uma amante jovem e infiel e o palhaço madurão com sua mulher de meia-idade e também infiel, Bergman retrata o sofrimento e a incomunicabilidade do ser humano através do amor malbaratado e da irremediável solidão a que os homens e mulheres estão condenados. Não que os filmes de Bergman sejam apenas feitos de melancolia e desilusão, eles têm ainda um senso de humor sempre presente, às vezes mais ostensivo, outras mais sutil. Como no fim de O Rosto (1958), em que o prestidigitador acaba suspeitando que é mesmo capaz de fazer mágicas. Ou em Fanny e Alexander (1982), em que os dois velhos amantes (apesar de sua antiga relação ser conhecidas por todos) ainda tomam cuidado para que ninguém os veja trocar beijos. E – por último, mas não menos importante – Bergman cria também magia e encantamento como no belo filme que fez da ópera A Flauta Mágica (1975).
Principais obras: Sonhos de Mulher (1955); O Sétimo Selo (1956); Morangos Silvestres (1957); Persona (1966); A Hora do Amor (1971); Gritos e Sussurros (1972); Cenas de um Casamento (1973); A Flauta Mágica (1975); Sonata de Outono (1978); Da Vida das Marionetes (1980); Fanny e Alexander (1982).


Fonte: Video Guia 1988

quarta-feira, julho 11, 2007

Sessão Comédia: Grouxo Marx

O Pensamento de Grouxo Marx:


Grouxo, um dos Irmãos Marx, celebrizou-se por algumas grandes definições. Como estas:
“Me recuso a pertencer a qualquer clube que me aceite como sócio”. (Ao recusar uma proposta para ser membro de um clube em Hollywood).

“Eu nunca esqueço um cara, mas no seu caso vou abrir uma exceção”.

“Este foi o primeiro filme que eu vi em que o galã tem mais peitos que a mocinha”. (Sobre o filme Sansão e Dalila, com Victor Mature e Hedy Lamarr).

“Eu estou neste negócio há tanto tempo que eu até conheci Doris Day antes dela ser virgem.” (Sobre a imagem de “virgem profissional” de Doris Day).

Diálogos dos seus filmes:


Os Quatro Batutas (1931)
- “Veja o meu caso: eu subi do nada para um estado de extrema pobreza.”
- “Quero fazer uma reclamação. Você sabe quem entrou às escondidas no meu quarto às 3 desta madrugada?”
- “Quem?”
- “Ninguém. É por isso que eu estou reclamando.”

O Diabo a Quatro (1933)
- “Meu marido morreu.”
- “Aposto que ele esta usando isso como desculpa.”
- “Eu fiquei com ele até o fim.”
- “Não é de se espantar que ele tenha morrido.”
- “Eu apertei nos meus braços e lhe dei um beijo.”
- “Então foi assassinato.”

Uma Noite na Ópera (1939)
- “É permitido dar gorjeta neste navio?”
- “Sim, senhor.”
- “Você tem duas moedas de cinco centavos?”
- “Sim, senhor.”
- “Então você não vai precisar dos 10 centavos que eu ia lhe dar.”

Uma Noite em Casa Blanca (1945)
- “Chefe, o senhor está com uma mulher aí dentro?”
- “Se não estou, acabo de desperdiçar 30 minutos de um tempo muito precioso.”

Fonte: Video Guia 1988

terça-feira, julho 10, 2007

Zodíaco

O filme “Zodíaco” conta a estória real de um psicopata que aterrorizou San Francisco em 1969 que se denominava Zodíaco, e que depois dos seus crimes, ele relatava os seus atos ao jornal local em cartas escritas em forma de código. Pela sua personalidade intrigante, ele chama atenção, por anos, do cartunista do jornal por onde ele mandava os seus relatos, como também do investigador policial responsável pelo caso.


Excelente trabalho do diretor David Fincher, mas conhecido pelos seus maneirismos, e pelo ritmo incessante. Nesse seu novo filme, ele muda radicalmente o seu estilo, narrando a estória sem nenhuma pressa (o que pode afugentar o público atual). Com uma produção impecável (figurino, cenografia, trilha sonora e fotografia), o diretor investiga e joga luz na obsessão dos seus personagens em descobrir a identidade do assassino. Ao mesmo tempo como essa obsessão corroe a vida íntima desses personagens. Nesse jogo de gato e rato, o filme explora com realismo e pessimismo também o clima da época (Watergate; Vietnã), fazendo uma bela homenagem a um grande momento do cinema americano que foi a década de 70. Com ótimas atuações, destaque para Mark Ruffalo e Robert Downey Jr., o diretor realiza o seu trabalho mais maduro, mesmo que em algumas cenas ele mostre as suas ousadas tomadas de câmera (a perseguição do táxi através do panorama é impressionante). Um filme que deve ser visto com parcimônia, e que ironicamente pode ser encarado como o Seven – Os Setes Crimes Capitais às avessas. Mas é obrigatório para quem gosta e curte estudar cinema.

domingo, julho 08, 2007

A Conquista da Honra

O filme “A Conquista da Honra” conta a estória de um filho de um veterano da 2ª Guerra Mundial que esta escrevendo um livro sobre a verdadeira estória dos soldados que foram fotografados quando hastearam a bandeira americana durante a Batalha de Iwo Jima no Japão em 1945. Fotografia esta de tão impactante ajudou as forças armadas americanas a arrecadar fundos para as despesas da guerra contra o Japão.

O diretor Eastwood se superou ao fazer dois filmes sobre a mesma batalha. “A Conquista da Honra” é o seu ponto de vista americano. O filme aborda dois temas: qual o significado da palavra heroísmo; e o poder que a propaganda exerce na sociedade ou opinião pública durante uma guerra. Os personagens principais vivem se martirizando, pois para todos, eles são os heróis. Mas para quem lutou numa guerra, isso não é tão simples assim. Como diria um dos personagens: “Heróis não existem de verdade. São apenas mitos”. E esse sentimento é sempre constante nos personagens, o que deixa o filme muito interessante. Outro fator positivo: o diretor amenizou o tom patriótico da obra, que geralmente acontece nos filmes de guerra de Hollywood. De visual perfeito, direção segura do mestre Clint, e um bom elenco (com destaque para Adam Beach), o filme tinha tudo para ser um clássico de Eastwood. Mas o porém vem, inusitadamente, de sua montagem. De tantos flashbacks, o filme acaba perdendo um pouco de densidade. Uma pena.

sábado, julho 07, 2007

300

O filme “300” conta a histórica batalha entre os persas e os espartanos (gregos) na Antiguidade – por volta de 480 antes de Cristo. Os persas, sob o comando do rei Xerxes (um homem de estatura sobrenatural, considerado imortal e invencível), dominam quase toda a Ásia, e estão a caminho do mar Mediterrâneo em busca de novas terras e conquistas. Mas antes vão ter que encarar Leônidas, rei esparta, que formou um pequeno exército prontos para lutar contra a descomunal tropa de lutadores persas.


Baseado na estória em quadrinhos ou graphic novel “Os 300 de Esparta” de Frank Miller (o mesmo criador de Sin City), o filme tem como o principal chamariz o seu belo e impactante visual, que usa a mesma tecnologia imposta na adaptação cinematográfica Sin City, em que toda a sua cenografia e direção de arte foi criada digitalmente. Por isso, o filme explora cores distintas de acordo com o ambiente: dourado nas cenas de dia, já as noturnas é usa o prateado. Outro detalhe positivo são as violentas cenas de batalha, que lembram os filmes asiáticos e Matrix.
Mas pessoalmente não gostei do filme, achei a obra tosca, os atores canastrões (segurei o riso toda vez que Rodrigo Santoro aparecia em cena), e a sua pavorosa trilha sonora (que mescla metal rock com um clone terrível de O Gladiador). Enfim, um perfeito filme B ou trash, mas numa embalagem chique. Sinceramente, essa não é a minha praia.