domingo, agosto 12, 2007

Destaques nos cinemas

O GRANDE CHEFE
(Direktoren For Det Hele, Dinamarca, 2006) de Lars Von Trier.
Comédia. Dono de uma empresa contrata um ator para o seu lugar, afim de não criar um ambiente de hostilidade entre os seus funcionários.

THE BUBBLE
(Buah Ha, Israel, 2006) de Eytan Fox.
Drama. Em Tel-Aviv, um judeu e um mulçumano se apaixonam, e mantêm essa relação mesmo durante os conflitos entre as duas religiões.


POSSUÍDOS
(Bug, EUA, 2006) de William Friedkin.
Suspense. Uma garçonete e um homem misterioso se isolam num quarto de um hotel, por um motivo muito estranho.


DURO DE MATAR 4.0
(Live Free Or Die Hard, EUA, 2007) de Len Wiseman.
Ação. Um experiente policial tem a missão de escoltar um hacker de Nova Iorque para Washington, por causa de um possível ataque terrorista nos EUA.



QUEBRA DE CONFIANÇA
(Breach, EUA, 2007) de Billy Ray.
Drama. Um agente do FBI tem a missão de vigiar um espião que esta prestes a se aposentar, mas que este sabe de muitos segredos sobre espionagem.

sábado, agosto 11, 2007

Lançamentos em DVD

O HOMEM QUE CAIU NA TERRA
(The Man Who Fell To Earth, Inglaterra, 1976) de Nicolas Roeg.
Ficção científica. Ser de outro planeta, chega a Terra com a intenção de resolver a questão da falta de água no seu planeta de origem.

MARIA ANTONIETA
(Marie Antoinette, Japão/França/EUA, 2006) de Sofia Coppola.
Drama. Biografia sobre a juventude da última rainha da França, que foi degolada depois da Revolução Francesa.

SUNSHINE – ALERTA SOLAR
(Sunshine, EUA, 2007) de Danny Boyle.
Ficção científica. No futuro, a Terra manda uma nave espacial com uma missão: impedir que o Sol morra.



A PRIMEIRA PÁGINA
(The Front Page, EUA, 1974) de Billy Wilder.Comédia. Editor-chefe de um jornal transforma a vida do seu subalterno em um inferno, pois este quer tirar uma licença para poder casar.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Tela Super8: Dançando no Escuro

Cena do filme Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, Dinamarca, Inglaterra, EUA, 2000) de Lars Von Trier, vencedor da Palma de Ouro de Cannes, é mais um trabalho ousado de um dos grandes cineastas da atualidade, que fez um musical depressivo, uma crítica ácida sobre a sociedade americana, com uma perfeita atuação da cantora islandesa Björk (que levou a Palma de melhor atriz) num trabalho difícil, complexo, sobre o sacrifício de uma mulher num mundo hostil, em que a sua única válvula de escape é imaginar viver num musical de Hollywood, algo que ela tanto venera.
Nessa cena, o diretor homenageia os clássicos musicais A Noviça Rebelde (1965) e Sete Noivas Para Sete Irmãos (1954), ao som da música indicada ao Oscar "I Have Seen It All", em que Björk duela com Thom Yorke, vocalista do Radiohead, que dubla o ator Peter Stormare. Sem dúvida, uma cena clássica dessa década.


segunda-feira, agosto 06, 2007

Biografia: Michelangelo Antonioni

Michelangelo Antonioni nasceu em 1912, em Ferrara (norte da Itália), cidade como ele diz: “onde todos estão terrivelmente fechados”. Essa situação ele transpôs para seus filmes: “minhas experiências transmitirão a minha mensagem, se sou sincero. Ser sincero implica fazer uma obra um pouco autobiográfica”. Documentarista, assistente de Rossellini e Federico Fellini, seu primeiro sucesso foi à trilogia em preto e branco A Aventura (1959); A Noite (1960); e O Eclipse (1961), fortemente marcada pela presença feminina, com as atrizes Jeanne Moreau e Monica Vitti. “Amo primeiro e principalmente a mulher. Talvez porque a compreenda bem. Cresci entre as mulheres e no ambiente delas.” Antonioni se refere às mulheres da burguesia, no sentido social, que é o meio onde nasceu. Mas faz essas mulheres se moverem em um ambiente “de tons cinzentos, de céus baixos”, paisagem onde se desenrola “o nosso drama... a incomunicabilidade que nos isola uns dos outros”. Seus filmes posteriores, coloridos, mostram um Antonioni hábil e inventivo, manipulador dos recursos técnicos, mas ainda fiel à sua temática: Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) com David Hemmings e Vanessa Redgrave; Zabriskie Point (1969) com Mark Frechette, Rod Taylor e Daria Halprin; Passageiro: Profissão Repórter (1975) com Jack Nicholson e Maria Schneider.


Fonte: Video Guia 1988

domingo, agosto 05, 2007

Adaptações: E. M. Forster

O escritor inglês Edward Morgan Forster, nasceu em 01 de janeiro de 1879 e morreu em 07 de junho de 1970. Durante toda a sua carreira literária, de 1905 até 1930, escreveu cinco obras e mais duas que foram publicadas depois de sua morte: Where Angels Fear to Tread (1905); A Mais Longa Jornada (The Longuest Journey, 1907); Um Quarto Com Vista (A Room with a View, 1908); Howard´s End (1910); Passagem Para a Índia (A Passage to India, 1924); Maurice (supostamente escrita em 1913-1914, mas publicado em 1971); e Arctic Summer (1980). Adepto ao realismo/modernismo, seus temas preferidos eram a diferença e a hipocrisia nas divisões de classes na sociedade inglesa no começo do século 20 e o colonialismo, muito bem explorado nas suas obras mais importantes: Passagem Para a Índia (exibe as diferenças culturais e sociais entre a Inglaterra e a Índia, ainda sob dominação inglesa) e Howard´s End (que expõe as diferenças de classes sociais entre os Schelegels (intelectuais boêmios), Wilcoxes (aristocratas), e Basts (que representa a classe média baixa). Sua novela póstuma, Maurice, é a sua obra mais pessoal por abordar uma relação homossexual, já que o escritor era gay.

NO CINEMA: E. M. Forster teve cinco obras suas adaptadas. Em 1984, o mestre inglês David Lean fez Passagem Para a Índia (A Passage to India), um bonito épico; o diretor Charles Sturridge adaptou Por Onde os Anjos Não Passam (Where Angels Fear to Tread) em 1991, com Helena Bonham Carter, Judy Davis e Helen Mirren. Mas quem se destacou nas suas adaptações foi o trio James Ivory (diretor), Ismael Merchant (produtor) e Ruth Prawler Jhabvala (roterista), que fizeram três excelentes trabalhos: Uma Janela Para o Amor (A Room with a View, 1986), vencedor de 3 oscars, com Helena Bonham Carter, Maggie Smith, Judi Dench e Daniel Day-Lewis; Maurice (1987), vencedor do Leão de Ouro de Veneza de melhor ator para Hugh Grant e James Wilby; e Retorno a Howard´s End (Howard´s End, 1992), vencedor de 3 oscars e prêmio especial em Cannes, com Emma Thompson, Anthony Hopkins, Vanessa Redgrave e Helena Bonham Carter.

sábado, agosto 04, 2007

Blow Up - Depois Daquele Beijo

O filme “Blow Up – Depois Daquele Beijo” conta a estória de o dia a dia de um fotógrafo de moda numa Londres psicodélica dos anos 60: tirar fotos para revistas de moda; esnobar lindas garotas que estão loucas para serem fotografadas; comprar objetos para o seu ateliê; a sua relação com um casal de vizinhos simpáticos; além de sair por aí no seu carro conversível atrás da foto perfeita para melhorar o seu book. Durante um passeio a uma praça, ele é atraído por um casal de namorados. Sem pestanejar, ele começa a tirar fotos do casal, que imediatamente, ele é surpreendido por uma garota que quer a exige as fotos. Ele nega o desejo da garota, mas fica intrigado pelo comportamento da garota. Pensamento esse que o faz revelar as fotos, e perceber que algo estranho aconteceu ali. Até mesmo um possível assassinato.

O mestre Antonioni mostra uma Londres colorida (mesmo que seja artificial) em contraste com a vida em preto e branco do seu personagem. Um homem que só vê sentido em sua vida quando está trabalhando. Mas fora desse contexto, ele se mostra tão perdido quanto vulnerável. O filme é extremamente lento, como são os trabalhos do diretor italiano, mas é incrivelmente surpreendente, mesmo que às vezes o filme pareça datado. Mas vale a pena ver e rever, especialmente pela sua fotografia e trilha sonora (recheada de rock psicodélico). E principalmente pela sua linda cena final. É pura poesia e cinema.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Impulsividade

O filme “Impulsividade” conta a estória de um rapaz introvertido de 17 anos chamando Justin, que tem uma mania estranha quando lida com os típicos problemas da adolescência: chupar o dedo. Por esse estranho hábito, ele acaba sendo hipnotizado pelo seu dentista (um maluco beleza), e ao mesmo tempo, é diagnosticado por um psiquiatra como portador de (TCO) - Transtorno Compulsivo Obsessivo. Por tudo isso, ele finalmente consegue dar um fim a sua mania, o que muda totalmente o seu modo de vida. Mas nem tudo são flores, pois ele acaba tendo novas experiências (sexo, drogas), além de suspeitar que sua mãe esta tendo um caso com um ator de televisão.

Excelente trabalho do diretor Mike Mills, que explora com segurança e competência as bruscas mudanças de um típico garoto tímido, que tem dificuldades de se socializar. Mas que através de antidepressivos tem a sua vida mudada de cabeça pra baixo. Mas que por essa mudança brusca, resulta em outros transtornos que refletem na sua vida pessoal e familiar. Com ótimas atuações, o destaque vai para Lou Taylor Pucci, que faz o Justin. Outro ponto positivo é a criativa trilha sonora de Tim DeLaughter, que usa corais infantis ao retratar um adolescente que esta a procura de um sentido; de um mundo tão grande, que a gente pode se perder a qualquer momento, num piscar de olhos.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Party Monster

O filme “Party Monster” conta a estória de um rapaz chamando Michael que acaba de chegar à cidade de Nova Iorque cheio de planos, incluindo a conquista da fama e celebridade. Dentro desse parâmetro, ele conhece um rapaz (James) rico que tem as mesmas pretensões que as suas. Com a formação dessa dupla, eles criam uma turma que fazem festas instantâneas, regadas a muitas drogas, em qualquer lugar da cidade. Por esse fato, eles viram os queridinhos do mundo alternativo/undeground de Nova Iorque. Mas como todo carnaval tem seu fim, Michael exagera nas drogas e nas festas, o que desencadeia num assassinato.

Baseado numa estória real, o filme chama a atenção pelo ator Macaulay Culkin, que com seu rosto e jeito de garoto angelical tem a aparência perfeita para fazer o ambicioso, desvairado e ao mesmo tempo ingênuo Michael. Mas, às vezes, o ator exagera na atuação, e quem acaba roubando a cena é Seth Green, que faz o James; como também a atuação da sempre excelente Chloë Sevigny. Mas a dupla de diretores Fenton Bailey e Randy Barbato fazem um trabalho irregular; fica claro que eles queriam fazer algo pop/moderno (o que me fez lembrar vagamente do ótimo Corra Lola Corra), porém o filme poderia ter ido mais fundo sobre a personalidade de Michael, sua vida, seus relacionamentos amorosos. Mas os diretores preferiram criar um mundo colorido, acelerado, kitsch, a diversão vazia. Se bem que vendo sobre esse ponto de vista, o filme acaba ganhando pontos, mas o argumento poderia ter sido melhor aproveitado, explorado.