terça-feira, setembro 11, 2007

Destaques nos cinemas

HAIRSPRAY – EM BUSCA DA FAMA
(Hairspray, EUA, 2007) de Adam Shankman
Musical. Garota gordinha deseja participar de um programa de calouros, em plena agito dos anos 60.






O ÚLTIMATO BOURNE
(The Bourne Ultimatum, 2007) de Paul Greengrass
Ação. Ultima parte da trilogia sobre um ex-agente secreto que perdeu a memória, e quer descobrir o seu passado.




O PEQUENO ITALIANO
(Italianetz, Rússia, 2005) de Andrei Kravchuk
Drama. Garoto órfão vê a sua adoção por uma família de italianos, uma péssima idéia, já que ele tem esperança de encontrar a sua verdadeira mãe.





LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS
(Knocked Up, EUA, 2007) de Judd Apatow
Comédia. Casal de comportamentos opostos, transam, depois de uma farra, tendo como resultado a gravidez inesperada da garota.




A PONTE
(The Bridge, EUA, 2006) de Eric Steel
Documentário. Registro dramático e realista dos suicídios que ocorrem na ponte que corta a cidade de São Franscisco.






FAST FOOD NATION
(Fast Food Nation, EUA, 2007) de Richard LinklaterDrama. Lanchonete tem problemas com a qualidade da carne usado nos seus lanches, enquanto a maioria de seus empregados são imigrantes ilegais.

Lançamentos em DVD

O CHEIRO DO RALO
(Brasil, 2007) de Heitor Dhália
Comédia. Homem asqueroso acaba tendo uma obsessão um pouco incomum: a bunda de uma garçonete.




O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO
(The Painted Veil, EUA/China, 2006) de John Curran
Drama. Para se vingar da infidelidade da esposa, médico a leva para uma vila cheia de doentes do interior da China.







MARIA
(Mary, EUA, 2005) de Abel Ferrara
Drama. Depois de atuar como Virgem Maria, atriz não consegue tirar a “persona” da sua mente.





O HOSPEDEIRO
(Gwoemut, Coréia do Sul, 2006) de Joon-Ho Bong
Drama. Mostro sai do rio que corta a cidade de Seul, provocando caos e morte na capital coreana.




ZODÍACO
(Zodiac, EUA, 2007) de David Fincher
Suspense. Um cartunista e um policial estão à procura de um psicopata que esta aterrorizando São Francisco no final dos anos 60.




INFERNO
(L´Enfer, França, 2005) de Dans Tanovi
Drama. O relacionamento de três irmãs que tiveram um passado traumático.




LADY VINGANÇA
(Lady Vengence, Coréia do Sul, 2005) de Chan-Wook Park
Suspense. Depois de cumprir pena na cadeia injustamente, mulher vai atrás dos responsáveis pela sua prisão.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Tela Super8: BRADLY DRAWN BOY - Something To Talk About

Clip da música Something To Talk About, composta por Badly Draw Boy para o filme Um Grande Garoto (About a Boy, 2002, Inglaterra/EUA) de Chris e Paul Weitz. Eu considero a ótima trilha sonora desse filme como umas das melhores dessa década. O cantor e compositor Badly fez um excelente trabalho, usando um pop rock mais intimista, porém deliciosa e irresistível. É impóssivel você, ao assistir a esta obra, sair sem cantarolar os arranjos desse filme.

http://www.youtube.com/watch?v=0U04YoDrcV0&mode=related&search=

Adaptações: Patricia Highsmith

Mary Patricia Plangman Highsmith nasceu em 19 de janeiro de 1921 em Fort Worth, Texas, EUA. E morreu aos 74 anos em Locarno, Suíça, em fevereiro de 1995. Famosa pelos seus thrillers psicológicos, contos e textos não-ficcionais. Patricia começou a carreira de escritora aos 15 anos, mas somente se dedicou à carreira quando passou uma temporada na Europa em 1949; depois decidiu morar no Velho Mundo a partir de 1963 até a sua morte. Ela passou boa parte de sua vida sozinha, alegava que não conseguia escrever com alguém por perto. E também não gostava de comentar sobre a sua vida pessoal, mas sabe-se, através de seus diários, que ela teve vários casos com mulheres.
Na sua carreira de escritora, o seu primeiro destaque foi O Desconhecido do Norte Expresso (1950). Mas foi em 1955 com a obra O Talentoso Mr. Ripley, que ela ganhou notoriedade, graças ao personagem principal, Tom Ripley, um anti-herói amoral e de sexualidade duvidosa. O sucesso foi tanto, que ela lançou mais cinco livros sobre o enigmático personagem, que os seus fãs chamam de “Ripliad”.

NO CINEMA: Pacto Sinistro (Strangers on a Train, EUA, 1951) de Alfred Hitchcock, adaptação de O Desconhecido do Norte Expresso; já O Talentoso Mr. Ripley e suas continuações tiveram várias adaptações como O Sol por Testemunha (Plein Solein, França, 1959) de René Clément; O Amigo Americano (The American Friend, Alemanha/França, 1977) de Win Wenders; O Talentoso Ripley (The Talented Mr. Ripley, EUA, 1999) de Anthony Miguella; O Retorno do Talentoso Ripley (Ripley´s Game, EUA, 2002) de Liliana Cavani.

Biografia: Alfred Hitchcock

Alfred Hitchcock nasceu em Londres, em 1899, e morreu em Los Angeles, em 1980, consagrado pela crítica, pelos cineastas e pelo público como um dos grandes do cinema – uma unanimidade muito rara. Já no início de sua carreira ele se revelara o mestre que a todos deleitaria: Blackmail (1929) é considerado o primeiro filme sonoro inglês digno desse nome. Ainda na sua fase inglesa, com Os 39 Degraus (1935) e A Mulher Oculta (1938), Hitchcock já era exímio contador de histórias, característica que sintetiza o seu gênio: “Interesso-me menos pelas histórias do que pelo modo de contá-las”. Em 1940, ele iniciou sua carreira nos Estados Unidos com um filme de forte impacto: Rebecca – A Mulher Inesquecível, com Joan Fontaine e Laurence Olivier; também em 1940, fez Correspondente Estrangeiro, com John McCrea, exemplo perfeito de outra característica do mestre: o suspense com perseguição. Seu domínio fácil dos recursos técnicos permitiu-lhe fazer uma excelente comédia sofisticada, irônica e algo cética: Interlúdio (1946), com Ingrid Bergman, Cary Grant, Claude Rains, Louis Calhern; e também filmes como Pacto Sinistro (1951), com Robert Walker, Farley Granger, e Disque M Para Matar (1954), com Grace Kelly, Ray Milland, utilizando, com a competência de sempre, o terror e o drama psicológico. Nos anos 50 e 60, Hitchcock excederia a si mesmo como o criador do gênero do suspense: Janela Indiscreta (1954), com James Stewart e Grace Kelly; O Terceiro Tiro (1954), com Shilrley MacLaine; O Homem Que Sabia Demais (1955), com James Stewart, Doris Day; O Homem Errado (1956), com Henry Fonda, Vera Miles. Todos eles, filmes em que manipulou à perfeição a ironia, a dupla personalidade, a direção de atores, o sentido comercial: “É inútil ver em mim intenções profundas. Não estou nem um pouco interessado pela mensagem ou moral do filme. Sou, digamos, um pintor de flores...” Sempre fiel a si mesmo, Hitchcock faria ainda outros grandes sucessos de crítica e de público: Um Corpo Que Cai (1957), com James Stewart, Kim Novak; Intriga Internacional (1959), com Cary Grant, James Mason; Psicose (1960), com Anthony Perkins, Janet Leight; Os Pássaros (1963), com Tippi Hedren, Rod Taylor.

fonte: Video Guia 1988

quarta-feira, setembro 05, 2007

O Anjo Exterminador

O filme “O Anjo Exterminador” conta a estória de um grupo de burgueses da alta classe social que vão a um jantar concedido por um dândi rico local depois de assistirem a uma ópera. Porém fatos estranhos começam a acontecer dentro da mansão onde ocorre o jantar. Primeiro, os empregados vão embora da mansão, deixando os nobres convidados sozinhos. Mas o problema de fato surge quando os convidados não conseguem sair da sala de jantar, por motivos estranhos e inexplicáveis. Fato este, deixa em polvorosa tanto os convidados quanto as autoridades locais que não compreendem esse insólito ato.

Clássico do mestre surrealista espanhol Luis Buñuel, um em dos seus grandes trabalhos, em que mais uma vez ele alfineta o Estado, sociedade, Igreja em um argumento em que damas e cavalheiros travam uma luta feroz pela sobrevivência e sanidade mental. Em meio ao caos, a burguesia mostra a sua falta de “finesse”, enquanto do nada surgem carneiros dentro da sala de estar (significaria a inocência?); um urso circula livremente pela mansão (seria a brutalidade humana?); penas e pernas de galinhas dentro da bolsa de uma das convidadas (a mulher seria um objeto para copular?). Cenas, imagens, objetos são expostos para que o público fique perdido, tonto, angustiado, asfixiado num universo, num mundo que o homem tenta compreender, mas, no entanto, não consegue achar resposta, saída.
Pessoalmente, O Anjo Exterminador é uma interrogação ao caos que o homem se auto-submete por causa de regras que ele próprio criou para se manter vivo.

segunda-feira, setembro 03, 2007

E Sua Mãe Também


O filme “E A Sua Mãe Também” conta a estória de dois adolescentes (Julio e Tenoch) super amigos que só querem saber de farra, depois que suas respectivas namoradas vão passar um tempo na Europa. Durante uma festa, os dois sentem uma atração por Luisa, uma espanhola estonteante. E sem perder tempo, eles “chavecam” a espanhola com um papo de que vão a uma linda praia, e perguntam se ela não queria ir junto com eles. Ela, obviamente, recusa o pedido. Mas no dia seguinte, ela volta atrás e aceita o convite.

O novo trabalho de Alfonso Cuaron é uma mistura de road movie, comédia erótica e crônica social. Mas o que prevalece é o road movie, em que o importante não é o seu objetivo final, mas o seu trajeto. Trajeto este que mostra a cultura e os contrastes e injustiças sociais no México. No fundo, o diretor faz um panorama entre o seu país e os dois adolescentes, pois ambos são imaturos, e tem muito do que aprender. E a Luisa serviria para que os dois (e o público também) abrissem os olhos para a sua realidade, já que os dois não são tão amigos como imaginavam ser.

Com ótimos movimentos de câmera, o diretor usa e abusa da câmera na mão, dando um ar realista a obra. Mas a melhor coisa do filme é a química entre os atores (Gael Garcia Bernal e Diego Luna), que estão perfeitos no filme.

domingo, setembro 02, 2007

Thelma & Louise

O filme “Thelma & Louise” conta a estória de duas amigas (a dona de casa Thelma e a garçonete Louise) que vão passar alguns dias juntas para passear, pescar e descansar. Enfim, sair um pouco de suas rotinas diárias. Mas logo no começo da viagem, Thelma é quase estuprada por um brutamontes num bar country. Quem lhe salva a tempo é a Louise, que armada, acaba atirando acidentalmente no estuprador. Com medo de ser presa, Louise bola um plano para fugir até o México. E Thelma vai ser a sua companheira dessa jornada.

Sem sombra de dúvida, Thelma & Louise é um dos melhores trabalhos do versátil cineasta inglês Ridley Scott (Os Duelistas, Alien – O Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Andróides). Um trabalho que hoje ganha um significado diferente de quando o filme estreou em 1991. Se no começo da década de 90, o filme foi taxado como feminista. Hoje, o filme simboliza uma fuga desesperada contra a rotina. Contra a mesmice do dia a dia. Mas o filme também é transgressor, e ao mesmo tempo, uma crítica a sociedade americana. Afinal, foi através de um crime que elas descobriram a liberdade. Liberdade essa que pode ser encontrada no México. Pois para elas, os Estados Unidos não é mais a terra das oportunidades. Mas sim do marasmo da vida comum, do machismo, das obrigações de uma rotina sem graça. Enfim, a América perdeu a sua magia. Elas fazem parte do american way of life desencantado.