domingo, outubro 14, 2007

Destaques nos cinemas

TROPA DE ELITE
(Brasil, 2007) de José Padilha
Drama. Em 1997, um veterano do BOPE procura um substituto, no momento em que o papa visita o Rio de Janeiro.






STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA
(Stardust, EUA/Inglaterra, 2007) de Matthew Vaughn
Aventura. Um rapaz promete a sua amada que vai buscar uma estrela para ela em um lugar remoto, mas essa missão é mais difícil que ele imaginava.





GARÇONETE
(Waitress, EUA, 2007) de Adrienne Shelly
Drama. Garçonete e confeteira busca uma nova "inspiração" para os seus dotes culinários.






O PASSADO
(El Passado, Brasil/Argentina, 2007) de Hector Babenco
Drama. Jovem tradutor mulherengo, não consegue se separar de sua primeira esposa, que lhe aparece como fantasma durante a sua vida.

sábado, outubro 13, 2007

Lançamentos em DVD

C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR
(C.R.A.Z.Y., Canadá, 2005) de Jean-Marc Valée
Drama. Na década de 70, um jovem não consegue se entrosar com a sua família e, ao mesmo tempo, tem dificuldade de procurar a sua própria identidade.





COMÉDIA DO PODER
(L´ivresse Du Pouvoir, França/Alemanha, 2007) de Claude Chabrol
Drama. Juíza e um empresário rico brigam num caso que envolve corrupção e luta pelo poder.





MR. VINGANÇA
(Boksuneun Naui Geot, Coréia do Sul, 2002) de Chan-Wook Park
Drama. Homem desesperado sequestra uma pessoa, para que o dinheiro do resgate seja usado num transplante de rim.






UM CRIME DE MESTRE
(Fracture, EUA/Alemanha, 2007) de Gregory Hobut
Suspense. Homem rico é acusado de matar a sua esposa infiel, mas o caso é cheio de reviravoltas.






MARCAS DA GUERRA
(Sorstalasang, Hungria/Alemanha/Inglaterra, 2005) de Lajos Koltal
Drama. Durante a Segunda Guerra Mundial, garoto é levado a um campo de concentração nazista.





QUEBRA DE CONFIANÇA
(Breach, EUA, 2006) de Billy Ray
Suspense. Um novato do FBI tem a missão de vigiar um colega veterano, suspeito de vazar informações sigilosas.

domingo, outubro 07, 2007

Tela Super8: O Casamento de Muriel

Cena do filme O Casamento de Muriel (Muriel´s Wedding, Australia, 1995) de P. J. Hogan, em que as ótimas atrizes Toni Colletti e Rachel Griffiths tiram sarro dos antigos clips da banda escandinava ABBA, ao som da música Waterloo. Na minha opinião, umas das melhores comédias dos anos 90. Imperdível.




sábado, outubro 06, 2007

Biografia: Orson Welles

Orson Welles nasceu e morreu nos EUA (1915-1985). Revolucionou o cinema, contestou a sociedade moderna sem filiar-se a nenhuma corrente ideológica e não se preocupou em ganhar dinheiro ou fama. Descobriu novas potencialidades nos recursos de expressão já conhecidos; levou a trilha sonora à importância que ela merecia, adaptando-a ao ritmo da montagem; recuperou a imagem em movimento – cenários, objetos isolados, detalhes, atores – como substância fundamental do cinema. O tema que marca a sua obra é o poder como necessidade inescapável mas incapaz de garantir a comunicação. Seu primeiro filme, Cidadão Kane (1941), com ele próprio e Joseph Cotten, foi o ponto máximo de sua obra e inaugurou uma nova era. Um repórter tenta reconstruir a história de um magnata da imprensa que, ao morrer, pronuncia uma única palavra: Rosebud (botão de rosa), nome do trenó em que passeava quando criança. Kane é o retrato de Welles por ele mesmo, e é assustador, porque revela um fato que se faz e se desfaz, sem levar a parte alguma, sem nada revelar. E é desse modo que o filme é conduzido: cada personagem entrevistado tem uma visão diferente, mas nenhum “conhece” Kane de fato.
Welles utiliza em Cidadão Kane elementos do expressionismo na tradição do diretor alemão Fritz Lang (1890-1976); e a grandeza plástica, sentido da montagem e valorização dos cenários, como o diretor russo Sergei Eisenstein (1898-1948). Esses elementos aparecem também em A Dama de Shangai (1948), com Welles e Rita Hayworth, um policial de grande beleza, mas um fracasso de público que serviu de pretexto à expulsão de Welles de Hollywood. Produtores da capital do cinema já tinham mutilado com uma remontagem aleatória seu filme Soberba (1942), com Joseph Cotten e Anne Baxter. Na Europa, Welles filmou em condições precárias Macbeth (1947/1950) e Othelo (1952), Mr. Arkadin (1956), com Welles, Michael Redgrave, Patricia Medina, Akim Tamiroff – policial de grande força.
De volta aos EUA, fez A Marca da Maldade (1958), com Welles - talvez em sua maior interpretação – Charlton Heston, Janet Leight, Akim Tamiroff, Marlene Dietrich (numa aparição rápida, mas inesquecível). Um policial trágico, surpreendente pela presença obsessiva dos objetos de cenário e pelo uso de lentes que deformam o espaço. Novamente na Europa, filmou O Processo (1962), com ele e Anthony Perkins, baseado no romance de Franz Kafka.


Fonte: Video Guia 1988

sexta-feira, outubro 05, 2007

Adaptações: Jane Austen

Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775 em Steventon, Inglaterra; e morreu aos 42 anos em 28 de julho de 1817 em Winchester, também na Inglaterra. Considerada pela crítica literária como a primeira romancista moderna da literatura inglesa ao tratar do cotidiano das pessoas comuns com aguda percepção psicológica e uma dose de ironia - o que dá uma leveza as suas narrativas literárias. Suas principais obras são: Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility) de 1811; Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) de 1813; e Mansfield Park de 1814. E duas obras póstumas: Abadia de Northanger (Northanger Abbey); e Persuasão (Persuasion). Ambos de 1818.

NO CINEMA: Razão e Sensibilidade (EUA/Inglaterra, 1995) dirigido magistralmente por Ang Lee; Emma (EUA, 1996) de Douglas McGrath, e podemos considerar também O Fabuloso Destino de Amélie Poulian (França, 2001) de Jean-Pierre Jeunet uma adaptação livre e excêntrica da mesma obra; Palácio das Ilusões (EUA, 1999) de Patricia Rozema, adaptação da obra Mansfield Park; Persuasão (Inglaterra/EUA/França, 1995) de Roger Michell; e finalmente Orgulho e Preconceito, que teve duas adaptações famosas em 1940 dirigido por Robert Z. Leornad, e em 2005 por Joe Wright.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Possuídos

O filme “Possuídos” conta a estória de uma mulher solitária chamada Agnes que vive num motel barato de beira de estrada – no meio do nada. O problema é que o seu ex-marido acabou de sair da cadeia, o que a deixa aflita, pois ele é possessivo e violento. Para confortá-la dessa situação, a sua melhor amiga manda um conhecido seu, Peter, para ficar com ela por uma noite, uma forma de protege-la se o seu ex-marido aparecer. Porém, Peter tem hábitos excêntricos, especialmente em relação a insetos.

Obra perturbadora do diretor William Friedkin (Operação França; O Exorcista), que finalmente acerta a mão num projeto interessante, depois de duas décadas fazendo trabalhos irregulares. Nesse misto de suspense/terror com drama psicológico, o diretor mostra a vida de uma mulher amarga e vazia, que aceita a condição de viver num mundo solitário, sem vida, sem graça. E que por fatores externos (Peter, a volta do seu ex-marido) e internos (a culpa pelo desaparecimento do seu filho), ela mergulha num mundo sem volta, em que a realidade, ficção, loucura se cruzam.
O grande achado do filme é a atuação surpreendente de Ashley Judd, que caiu de cabeça na persona; o que acaba lembrando, em certos momentos, os personagens femininos do cineasta sueco Lars Von Trier.

quarta-feira, outubro 03, 2007

A Lula e a Baleia

O filme “A Lula e a Baleia” conta a estória de uma família que vive em Nova Iorque, em 1986, que esta prestes a se separar. O patriarca controlador, Bernard, um escritor fracassado que não consegue ter o mesmo êxito profissional de antes, se divorcia “amigavelmente” de Joan, sua esposa infiel que decidiu virar escritora, fato este ela consegue se sair muito bem. O grande problema é que por essa situação, eles tentam administrar a atenção e dedicação da vida dos seus dois filhos: Walt e o caçula Frank. Walt, mas próximo do pai, tenta chamar a atenção de todos querendo se transformar num intelectual a altura de Bernard – além de estar iniciando as suas primeiras experiências sexuais. Já o garoto Frank, extravasa os seus sentimentos bebendo álcool, além de ficar espalhando o seu próprio esperma nas paredes e livros de sua escola.

Excelente estréia da direção de Noah Baumbach, que faz um contundente trabalho autobiográfico sobre o peso do divórcio e as suas conseqüências dentro do universo familiar. O filme lembra muito as obras da cineasta Sofia Coppola; porém sobre a prisma masculina a respeito de questões como a procura de identidade, a dor e as angústias na hora de encarar a maturidade, a vida adulta.
Com um ótimo desenho de produção, o filme explora bem jovens e adultos jogados num mundo que parece ser sem volta. Em que um parece ser o reflexo do outro. Enfim, o filme resvala realismo e humanismo num ambiente caótico – que o diretor teve a competência de usar a bela canção “Hey You” da banda inglesa Pink Floyd na sua obra, além de um elenco afiado, com destaque para Laura Linney que faz a Joan, uma mulher real, simples, sem exageros.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Ensina-me a Viver

O filme Ensina-me a Viver conta a estória de um jovem burguês chamado Harold, um rapaz rico que não sabe o que fazer da vida. A sua única razão de viver é a sua obsessão pela morte. Ele simula suicídios (uma forma de chamar atenção de sua fútil e rigorosa mãe, que a essa altura já se acostumou com os seus “teatros”), adora testemunhar enterros e missas fúnebres. Durante um enterro, uma velha senhora, chamada Maude, lhe chama a atenção. Na verdade, ela tem como passatempo ir aos enterros, então é comum os dois acabarem se encontrando. Com o tempo, os dois acabam se transformando em grandes amigos; mesmo que ele veja a vida de forma mórbida, ela é o seu oposto: vê beleza em tudo, e faz o que vier pela cabeça, mesmo que seja de forma infantil, irresponsável. Essas diferenças de personalidades acabam alimentando uma grande estória de amor entre os dois.

Realizado em 1971, Ensina-me a Viver foi dirigido pelo competente Hal Ashby (dos ótimos A Última Missão e Muito Além do Jardim), que comanda com competência essa comédia romântica, com pitadas de humor negro, sobre o sentido da vida e do amor. Embalado pelas boas canções de Cat Stevens, o diretor narra com habilidade e sensibilidade à relação de dois seres tão diferentes, mas no fundo iguais (a solidão). Mas o filme vale mesmo pela dupla composta por Bud Cort e a ótima Ruth Gordon; um par que cativa a todos, e o melhor, nos faz pensar sobre o nosso papel, significado num mundo tão cheio de regras, condutas.