quarta-feira, novembro 14, 2007

Destaques nos cinemas

VALENTE
(The Brave One, EUA/Austrália, 2007) de Neil Jordan
Drama. Depois de sofrer de um ato violento, mulher se revolta e começa a buscar justiça com as próprias mãos.






A VIA LÁCTEA
(Brasil, 2007) de Lina Chamie
Drama. Numa São Paulo caótica, homem se desespera ao saber que a sua amada lhe deixou.







PLANETA TERROR
(Planet Terror, EUA, 2007) de Robert Rodriguez
Terror. Grupo tenta sobreviver a uma cidade infestada de zumbis.








O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD
(The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, EUA, 2007) de Andrew Dominik
Drama. Narra a estória real do ex-soldado da guerra da Secessão, Jesse James, que com o tempo se transformou num dos bandidos mais famosos dos EUA.



NO VALE DAS SOMBRAS
(In The Valley of Elah, EUA, 2007) de Paul Haggis
Drama. Pai americano investiga o verdadeiro paradeiro de seu filho, um soldado desaparecido que lutou na Guerra do Iraque.







MUTUM
(Brasil, 2006) de Sandra Kogut
Drama. No meio do sertão, pai e filho não conseguem se entender.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Lançamentos em DVD

RATATOUILLE
(EUA, 2007) de Brad Bird e Jan Pinkava
Desenho animado. Em Paris, um rato se refugia num famoso restaurante, e acaba se encantando pela gastronomia francesa.






NA MIRA DO INIMIGO
(L´Ennemi Intime, França, 2007) de Florent Emilio Siri
Drama. Narra os horrores da guerra pela indepedêndia da Argélia, que até meados do século XX, pertencia a França.






A MUNDANA
(A Foreign Affair, EUA, 1948) de Billy Wilder
Comédia. Na Berlim pós-Segunda Guerra Mundial, americana que faz parte de um grupo de congressistas, quer descobrir quem protege uma cantora local, que já fora amante de um membro da SS.




ELES NÃO USAM BLACK-TIE
(Brasil, 1981) de Leon Hirszman
Drama. Pai e filho entram em choque, ao mesmo tempo, surge uma greve sindical no caminho dos dois.










PARIS, TE AMO
(Paris, Je T´Aime, França, 2006) de Affonso Cuarón, Gus Van Saint, Walter Salles,...
Drama. Várias estórias que tem como cenário a capital francesa Paris.




CORRENDO COM AS TESOURAS
(Running With Scissors, EUA, 2006) de Ryan Murphy
Comédia. Nos anos 70, mãe esquizofrênica entrega seu filho ao seu psicólogo, porém o garoto percebe que a família do psicólogo é mais doida do que a sua.

sábado, novembro 10, 2007

Tela Super8: BLUR - The Universal

Clip da música The Universal do álbum The Great Escape (1995) da banda inglesa Blur, dirigido pelo futuro cineasta Jonathan Glazer (o realizador de Sexy Beast e Reencarnação) que faz uma homenagem ao clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica (1971). Críticos ingleses consideram essa canção como umas das mais bonitas dos anos 90.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Biografia: Jean-Luc Godard

Jean-Luc Godard, nascido em Paris em 1930, ex-crítico da Cahiers du Cinéma – heterodoxa mas carismática revista dos anos 50/60 – é um dos grandes nomes da chamada nouvelle vague. Seu primeiro filme foi Acossado (1959), com Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg (em ótimas interpretações, no estilo “desleixado” da nouvelle vague). Conta a estória de um ladrão que se volta contra tudo, ao sabor das circunstâncias e sem o romantismo cético dos “rebeldes sem causa”, interpretados por James Dean em Juventude Transviada (1955) ou Marlon Brando em O Selvagem (1953). Já a partir de Acossado, Godard foi considerado um gênio por alguns (especialmente pela juventude de esquerda sem partido) e, ao mesmo tempo, detestado por outros. Acossado mostra também as características de Godard como diretor; estilo nervoso e despojado, grande desenvoltura no uso das técnicas de expressão, procura constante de inovações formais ousadas – talentosas para alguns, irritantes para outros. O tema da liberdade “anárquica” e a técnica baseada na ousadia formal, quer se goste disso ou não, criaram um outro filme envolvente: Viver a Vida (1962), com Ana Karina, a estória de uma jovem que procura a liberdade pela liberdade. Em 1963, Godard fez um filme mais elaborado, no sentido clássico, em tons quase de tragédia: O Desprezo, com Brigitte Bardot, Michel Piccoli, Jack Palance, e uma ponta do diretor alemão Fritz Lang (1880 – 1976). Para quem não aprecia o Godard habitual, este é o seu filme menos detestável, até assistível. Ainda em 1963, Godard fez Tempo de Guerra. O diretor excede a si próprio na ousadia formal – novamente, o filme é delirantemente belo, para quem aprecia sua direção ou simplesmente irritante pela falta de talento. Os filmes de Godard, detestáveis ou geniais, não são redutíveis a uma única visão: fazem parte da cultura ou contracultura dos anos 60 e 70. por exemplo, A Chinesa (1967), com Jean-Pierre Léaud, fala interminavelmente de situações que levariam à explosão revolucionária dos estudantes franceses, em maio de 1968.

Video Guia 1992

terça-feira, novembro 06, 2007

Adaptações: Hans Christian Andersen

O poeta e escritor infantil Hans Christian Andersen nasceu em 02 de abril de 1805 em Odense, Dinamarca. Vindo de uma família pobre, desde de cedo teve gosto pela arte; especialmente o teatro e a literatura. A sua formação humilde foi fundamental para a criação de estórias que falavam do preconceito, e da diferença entre as pessoas.
Aos 14 anos, Andersen foi para a capital da Dinamarca, Copenhage, onde trabalhou no Teatro Real como ator e escritor. Em 1828, ele conseguiu entrar na Universidade de Copenhage, mas já se estabelecera como escritor. Em 1835, ele escreveu O Improvisador, seu primeiro romance de sucesso internacional. Nesse mesmo período, ele começou a escrever contos infantis até 1872, ramo que reservou o seu nome entre os grandes escritores de todos os tempos. Andersen morreu em 04 de agosto de 1875 em Compenhage. Suas obras mais consagradas são: O Abeto; O Patinho Feio (1843); Caixinha de Surpresas; Os Sapatinhos Vermelhos; O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio; O Soldadinho de Chumbo (1838); A Pequena Sereia (1836); A Roupa Nova do Rei (1837); A Princesa e a Ervilha (1835); dentre outros.
Ele também escreveu romances como Nada Como um Menestrel (1837); Livro de Imagens sem Imagens (1840); e o autobigráfico O Romance da Minha Vida (1847).

NO CINEMA: o curta de animação The Little Matchgirl (EUA, 2006) de Roger Allers; o desenho animado Putz! A Coisa Tá Feia... (The Ugly Duckling and Me!, Alemanha/Dinamarca/França/Inglaterra/Irlanda, 2006) de Michael Hegner e Karsten Killerich; a Disney adaptou o desenho musical Fantasia 2000 (Fantasia/2000, EUA, 1999) de James Algar, Gaëtan Brizzi, Paul Brizzi, Hendel Butoy, Francis Glebas, Eric Goldeberg, Don Hahn e Pixote Hunt, o longa-metragem de animação A Pequena Sereia (The Little Mermaid, EUA, 1989) de Ron Clements e John Musker e o curta musical O Patinho Feio (1939) de Jack Cutting; ainda tem o longa infantil A Rainha da Neve (Lumikuningatar, Filândia, 1986) de Päivi Hartzell; e o clássico musical Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, Inglaterra, 1948) de Michael Powell e Emeric Pressburger.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Tropa de Elite

O filme “Tropa de Elite” conta a estória do Capitão Nascimento, membro do BOPE (Batalhão de Operações Especiais), uma espécie de polícia especial que age em áreas em que a polícia comum não atua. O BOPE é chamado para diminuir a criminalidade das favelas cariocas, durante a visita do Papa ao Brasil, em meados de 1997. Durante esse período, Capitão Nascimento recebe uma nomeação para um posto maior na hierarquia do BOPE. Mas ele só vai fazer isso quando conseguir encontrar um substituto a sua altura. E essa vaga pode ser almejada pelos policiais Neto e Matias.

Impressionante estréia do documentarista José Padilha na ficção, algo incomum no cinema nacional, especialmente pela segurança e ótimo apuro técnico visual. Mas isso Padilha deve dar crédito a sua equipe – roteirista, montador – são os mesmos do filme Cidade de Deus. O que garante um espetáculo de primeira. Além do ótimo elenco, especialmente Wagner Moura e André Ramiro (ator amador que arrasa no seu primeiro trabalho).
Mas o filme vale mesmo por cutucar feridas que todos nós conhecemos: a falta de ética e moral nas corporações públicas e na sociedade. E faz uma crítica ao cinema brasileiro, afinal é comum em nossas produções uma visão mais “humana” e até romântica dos marginais; enquanto que a polícia aparece quase sempre como bandido ou algo do gênero. Essa inversão de valores mostra exatamente como é a nossa sociedade. Não sabemos quem é o bandido e o mocinho. O certo e o errado. E é nesse ambiente caótico que devemos descobrir o que é o correto, o justo; para enfim, construir uma sociedade, um pais mais digno.

sábado, novembro 03, 2007

Um Jogo de Vida e Morte

O filme “Um Jogo de Vida e Morte” conta a estória de um escritor famoso e rico que convida para a sua mansão o cabeleleiro de sua esposa. Nesse encontro, fatos são revelados: o cabeleleiro, na verdade, é amante da esposa do escritor – que informa ao marido traído que ela quer o divórcio. Mas o escritor não cede tão facilmente a esse fato. No fundo, ele elaborou um plano para que o cabeleleiro roube as jóias de sua esposa, para que ele fique com o dinheiro do seguro das jóias. Mas o plano não é tão simples assim, o que acaba provocando situações inesperadas; num verdadeiro jogo de gato e rato entre os dois.

Adaptação do filme Trama Diabólica ou Jogo Mortal (1972), último filme de Joseph L. Mankiewcz (A Malvada), em que Michael Caine atuou, mas fazendo o papel do Jude Law neste trabalho do diretor/ator Kenneth Branagh. Extremamente teatral, Branagh não foi tão feliz nesse seu trabalho; ao contrário de Mankiewcz, que fez um filme eletrizante. Mas nessa nova adaptação, Caine e Law se saem bem nas atuações; o problema é que o filme é teatral demais (o diretor poderia ter ousado mais). Mas Branagh explora bem a cenografia high-tech da mansão, e na ótima trilha sonora (recursos para poder surpreender e encantar o público), mas o diretor só ficou na promessa. Uma pena.

sexta-feira, novembro 02, 2007

O Silêncio dos Inocentes

O filme “O Silêncio dos Inocentes” conta a estória da estagiária do FBI, Clarice Starling, que é designada a interrogar o brilhante psiquiatra Dr. Hannibal Lecter, um psicopata que tem o hábito de matar e comer suas vítimas. A missão de Clarice é descobrir a verdadeira identidade de um psicopata apelidado de Bufallo Bill, por causa do seu hábito de matar e tirar a pele de suas vítimas – o que esta aterrorizando o país. Clarice sabe que Bufallo foi paciente de Lecter, mas para que ela consiga descobrir o nome do psicopata, acaba aceitando uma proposta perigosa de Lecter: ela vai comentar o seu passado, seus traumas para Lecter (como se fosse sua paciente); e ele, aos poucos, vai dando pistas sobre a identidade de Bufallo, num jogo de gato e rato.



A obra-prima de Jonathan Demme é, sem dúvida alguma, um dos maiores suspenses realizados na história do cinema.
Este foi o primeiro filme da minha vida que eu saí do cinema fascinado pela obra – nunca esqueço: assisti no cinema do Baloon Center, mês de julho de 1991, numa segunda-feira, na sessão das 18:00 horas. Pra mim, O Silêncio dos Inocentes foi uma experiência extrema, que me apaixonei pela estória, pelo seu universo, pela astúcia da personagem Clarice (que me identifiquei de imediato). Além da atuação assombrosa e hipnótica de Anthony Hopkins, que é de tirar o fôlego. Um filme que, na época, me lembrou o universo de Veludo Azul, outra obra fascinante que eu tinha assistido na mesma época. Afinal, eu tinha 14 anos, e a minha visão do mundo era muito cor de rosa; e de repente, aparece O Silêncio dos Inocentes que me mostra o caos, a doença, a loucura, o desvario. Eis uma obra que sempre me marcou, e é um prazer enorme rever esse filme genial.