terça-feira, janeiro 22, 2008

Destaques nos cinemas

O GÂNGSTER
(American Gangster, EUA, 2007) de Ridley Scott
Drama. Nos anos 70, homem se transforma num dos maiores traficantes de drogas nos EUA por causa dos seus inusitados métodos de contrabando.




PARANOID PARK
(Paranoid Park, EUA/França, 2007) de Gus Van Saint
Drama. Skatista procura diminuir o seu sentimento de culpa em relação a morte acidental de um segurança de uma estação de trem.






MEU NOME NÃO É JOHNNY
(Brasil, 2008) de Mauro Lima
Drama. Para sustentar o seu vício as drogas, rapaz da classe média alta carioca se transforma num dos maiores traficantes da cidade.

domingo, janeiro 20, 2008

Lançamentos em DVD

A FÚRIA
(He Was A Quiet Man, EUA, 2007) de Frank A. Cappello
Drama. Homem reservado, que tem raiva mortal dos seus colegas de trabalho, descobre a beleza da vida ao se apaixonar por uma mulher tetraplégica.






OS GIRRASÓIS DA RÚSSIA
(I Girassoli, Itália/França/União Soviética, 1970) de Vittorio De Sica
Drama. Italiana vai a Moscou procurar o seu marido, um soldado da Segunda Guerra Mundial desaparecido.




A MALDIÇÃO DA FLOR DOURADA
(Man Cheng Jin Huang Jin Jia, China, 2006) de Zhang Yimou
Aventura. Na China do século X, o imperador chinês esta envolvido em uma trama, articulado pela sua família, para lhe tirar o seu posto.



FIDO – O MASCOTE
(Fido, Canadá, 2006) de Andrew Currie
Comédia. Nos anos 50, família tem um zumbi domesticado, porém a sua cidade é invadida por outros zumbis que não são tão amistosos assim.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Os Melhores Filmes de 2007

NACIONAL:



Baixio das Bestas


Cão Sem Dono



Cheiro do Ralo



Não por Acaso

Tropa de Elite



A Via Láctea




ESTRANGEIRO:



Além do Desejo



Bubble



Conduta de Risco

Maria Antonieta



Pecados Íntimos



Perfume- A História de um Assassino



Possuídos



O Ultimato Bourne



A Vida dos Outros



Zodíaco

sábado, janeiro 12, 2008

Tela Super8: Veludo Azul

Nos anos 50, a pureza e a perversidade são dois universos diferentes, mas que quando se chocam nos deixam com raiva, indiferença, desejo e excitação. Eis o mundo do maravilhoso Veludo Azul (Blue Velvet, EUA, 1986) de David Lynch, obra que seria o passo inicial ao estilo único desse excelente diretor, em que a realidade e o sonho, a razão e o delírio são características complementares em sua obra. E na belíssima cena em que a cantora de cabaré interpretada pela Isabela Rossellini, canta a música-título do filme exerce bem essa função. Num palco de cores contrastantes (o quente do vermelho e a frieza do azul, cenário que também foi explorado em Twin Peaks, A Estrada Perdida, Cidade dos Sonhos), exerce um jogo fascinante aos personagens que são jogados num mundo que eles desconhecem, mas que são seduzidos por ele, tornando tudo excitante, perigoso, vital...totalmente diferente de suas vidas sem graça, metódicas.


Biografia: François Truffaut

François Truffaut nasceu e morreu em Paris (1934-1984), e é um dos diretores mais importantes revelados pela nouvelle vague. Seus filmes tem um lado poético e enternecedor, sem falsos sentimentalismos, características já presentes em seu primeiro longa-metragem, Os Incompreendidos (1959), com Jean-Pierre Léaud. Este filme autobiográfico narra as desventuras de uma criança sensível, salva por acaso do desespero. Esse tema marca quase todos os seus filmes. Ele explica: “Filmo para realizar meus sonhos de adolescente, para me sentir bem, e, se possível, para agradar aos outros”. Em 1961, fez Jules & Jim - Uma Mulher Para Dois, com Jeanne Moreau, sobre a amizade ou a impossibilidade deste sentimento entre uma mulher e dois homens. É perfeita a recriação de época (Primeira Guerra Mundial) e o uso da lente zoom (que aproxima o objeto filmado). Truffaut fez em 1969, A Sereia do Mississipi, com Jean-Paul Belmondo e Catherine Deneuve, muito bonito, e em 1973, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro com A Noite Americana, com Jacqueline Bisset e Valentina Cortese, um filme que mostra gente de cinema durante filmagens.

Video Guia 1988

sábado, janeiro 05, 2008

Maria Antonieta

O filme “Maria Antonieta” conta a estória real da princesa da Áustria, Maria Antonieta, que no século XVIII tem o seu destino traçado para casar, aos 14 anos, com o futuro rei da França, Luis XIV. Mas o início desse casamento não é nada fácil, pois o príncipe não quer “consumir” de verdade essa relação. Resumindo: ele não transa. Por esse fato, Maria é pressionada para que Luis transe com ela, com o objetivo de gerar futuros herdeiros na corte francesa; pois o casamento poderá ser anulado. Com esse abacaxi nas mãos, a válvula de escape de Maria é no consumo exagerado de roupas e festas; como toda a adolescente comum. Enquanto isso, as contas do estado francês entram no “vermelho” – deixando a situação da população a revelia.

Fascinante trabalho da cineasta Sofia Coppola que faz um filme visualmente perfeito. E mais: brinca com o gênero de filmes de história ao misturar rock com música clássica, dando um ar de frescor e juventude a obra.
Se na história da humanidade, Maria Antonieta era uma mulher fútil, que virou o estopim para a Revolução Francesa – Sofia humaniza ao máximo essa persona; mostrando uma garota que foi jogada a um mundo em que limites é uma palavra que não existe no seu universo. E que como qualquer adolescente o importante é consumir, comer, beber, ir as festas... enfim se divertir. O grande achado da diretora foi transformar a corte numa espécie de escola do ginásio; cheia de regras, etiquetas, e de pessoas que formam castas diferentes. Maria é a patricinha perfeita. Ousado e interessante.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Não Por Acaso

O filme “Não Por Acaso” conta a estória de dois homens que compartilham uma mesma obsessão: o controle. Mas as suas vidas viram de cabeça pra baixo quando um acidente fatal ocorre, vitimando as amadas dos dois personagens. Ênio, que é um controlador de tráfego urbano de São Paulo, conhece e começa a conviver com a sua filha, o seu único elo com a mulher que ele sempre amou, mas que morreu no acidente. Já Pedro, dono de uma fabrica caseira de mesas de sinuca – e jogador de sinuca profissional – perde a sua namorada no acidente; mas depois começa a ter um novo relacionamento com a inquilina que comprou um apartamento que antes pertencia a sua falecida namorada.

Estiloso trabalho do diretor Philippe Barcisnki, que em seu debut, faz um excelente trabalho visual (clara inspiração do diretor americano David Fincher, particularmente na abertura, que é a cara da introdução do filme O Quarto do Pânico). Mas o diretor fez a opção acertada, pois o seu enredo é simples – ele precisava de uma carta na manga para transformar uma estória banal em uma experiência interessante. E ele conseguiu com folga por causa do ótimo elenco; bela fotografia e montagem (que mostra com carinho uma metrópole abarrotada de prédios, concreto); e uma trilha sonora interessante.
No fundo, o diretor faz uma bela homenagem à cidade de São Paulo – uma cidade perdida, descontrolada, em seus arranha-céus caóticos.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Água Negra

O filme “Água Negra” conta a estória de Dahlia, uma mulher recém-separada, que vai morar num prédio antigo, numa região sem muito atrativos de Nova Jersey. No fundo, ela quer recomeçar a vida junto com a sua filha, Cecilia, num apartamento que encaixa bem no seu novo e apertado custo de vida. Mas coisas estranhas começam a acontecer no prédio, especialmente no apartamento que fica acima do apartamento de Dahlia. Nesse apartamento, cujo antigos inquilinos foram embora misteriosamente, é frequente ouvir passos, e o seu sistema de água é acionado sem nenhum motivo, o que ocasiona na inundação do apartamento. E consequentemente, nas intermináveis infiltrações no teto do apartamento de Dahlia, o que faz com que ela comece a suspeitar que coisas estranhas aconteceram naquele apartamento – coisas que acabam mexendo no traumático passado de Dahlia, especialmente a relação dela com a sua mãe.

Ótimo trabalho do diretor Walter Salles que faz um belo e perturbador estudo da maternidade. O filme surpreende por mostrar os dois lados da moeda de uma relação entre mãe e filha. Não é pra menos que o diretor brasileiro se inspirou na famosa trilogia do apartamento de Roman Polanski, especialmente O Bebê de Rosemary (que aborda a gravidez como um pesadelo). Com um ótimo visual, em que o fotógrafo brasileiro Afonso Beatto explora bem cores escuras, pálidas num ambiente que não para de chover. Destaque também para a inspirada atuação de Jennifer Connelly, numa personagem difícil, que tenta ser mãe exemplar para purgar as frustrações de sua experiência de ter tido uma mãe alcoólatra e amarga.