quinta-feira, julho 20, 2017

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

UM LIMITE ENTRE NÓS
(Fences, EUA, 2016) de Denzel Washington
Drama. Homem amargurado entra em choque com o filho apos este se decidir se tornar um esportista.




A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN
(Billy Lynn´s Long Halftime Walk, EUA/China, 2016) de Ang Lee
Drama. Jovem soldado é condecorado em um importante evento mas é obrigado a voltar a guerra.




A BELA E A FERA
(Beauty and the Beast, EUA, 2017) de Bill Condon
Infantil. Jovem se sacrifica pelo pai e passa a ter a companhia de uma feroz criatura.Rau

sábado, julho 15, 2017

Tela Super8: Bryan Adams - "Have You Ever Really Loved a Woman?"

Quem nunca nos anos 90 escutou a música "Have You Ever Really Loved a Woman?" do cantor Bryan Adams? Sucesso chiclete na época, e que pertence ao filme que foi sensação em 1994 Don Juan Demarco (EUA, 1994) de Jeremy Leven, Pudera, juntar Marlon Brando e Johnny Depp no elenco tinha que resultar em algo bom.

segunda-feira, julho 10, 2017

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

(A Monster Calls, EUA/Espanha, 2016)
Direção: J. A. Bayona
Elenco: Lewis MacDougall, Felicity Jones, Sigourney Weaver, Toby Kebbell

"É a historia de um jovem velho demais para ser criança e nova demais para ser adulta". Essa é a primeira frase do filme e resume bem a sua mensagem. O referido jovem é Connor, um garoto entrando na adolescência que tem uma existência dolorosa: na escola é vitima constante de bullying; em casa testemunha a guerra perdida de sua mãe contra o câncer. E como válvula de escape, ele tem se encontrado com um monstro gigante que tem uma aparência de uma velha árvore. Mas a fantasia desse encontro não representa uma fuga mas uma consciência terrível que o garoto sente perante a sua realidade: dor, raiva, ódio, culpa. Esta incrível produção espanhola é uma grata surpresa ao usar a fantasia para expiar a sofrida passagem da infância para o mundo dos adultos em que o ponto alto é a criativa direção de J. A. Bayona (do ótimo O Orfanato) que não perde o tom, e o ótimo elenco com especial atenção para a comovente atuação do garoto Lewis MacDougall que soube exibir a angústia mas sem cair no piegas. Bom destacar que a produção está fantástica e os efeitos especiais incríveis. Uma bela surpresa.

quarta-feira, julho 05, 2017

Jackie

(EUA/Chile, 2016)
Direção: Pablo Larrain
Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Billy Crudup, Greta Gerwig.

Uma das revelações do cinema latino dos últimos anos, o chileno Pablo Larrain, realizador do fantástico Tony Manero e do muito bom No, estreia nos EUA e arrisca ao mexer na biografia de um ícone americano: Jackie Kennedy.
Focado nos 07 dias após o atentado que matou o seu marido, Larrain narra o luto, e a luta de uma mulher que deseja colocar em ordem o caos que a sua vida se encontra naquele momento histórico. Com uma clara inspiração do cinema de Terrence Malick, o filme pode causar estranhamento no seu início (o que é justificado pela situação incômoda da personagem principal), mas com o passar do tempo a narrativa vai fluindo. Da mesma forma se encontra a atuação de Natalie Portman que dá uma visão particular sobre Jackie e não busca ser idêntica a biografada, o que gera desconforto mas depois vai se encaixando, lembrando o que Michelle Williams fez em Sete Dias com Marilyn (mas esta se mostrou mais competente do que Natalie). Com uma boa produção, o destaque do filme fica para a ótima e estranha trilha sonora de Mica Levi (merecidamente indicada ao Oscar) ao imprimir o desconforto de Jackie. Ao utilizar uma narrativa nada convencional, Larrain faz uma obra regular mas demonstra coragem e atitude para sair do lugar comum; de fazer algo diferente. Para mim isso é bastante válido mesmo que o resultado seja um pouco irregular.

sábado, julho 01, 2017

Personal Shopper

(França, 2016)
Direção: Olivier Assayas
Elenco: Kristen Sterward, Anders Danielsen Lie, Lars Eidenger, Nora vön Waldstätten

Maureen é uma personal shopper, uma espécie de assistente de compras responsável em deixar os seus clientes impecáveis para o público. Mas por ironia do destino, Maureen tem mais apreço pela espiritualidade - ela é médium - e espera com ansiedade um contato do irmão falecido. Mas as coisas não acontecem como imaginara. E o mesmo acontece com a direção de Olivier Assayas que estica demais a estória e cria várias camadas (a obsessão do irmão é esquecida com os acontecimentos imprevistos em virtude de uma presença estranha) - o que daria um ótimo trabalho para uma série a lá Netflix. Uma pena pois o diretor mostrou muita habilidade em criar tensão e aflição (a exceção é o segundo encontro do fantasma com a Maureen). E mais uma vez soube explorar o talento de sua nova musa, Kristen Steward, numa interpretação mais calcada nas expressões do que nos diálogos mostrando domínio em cena.
Ao focar no conflito futilidade versus espiritualidade, a obra expõe o pior de ambos os lados. Do primeiro relata que vivemos em um mundo mais corrompido pelo materialismo, apaixonado pela estética. No segundo, o enredo abre brecha pelo preço a pagar, e os dilemas que envolvem o ocultismo. Uma pena que o seu enredo não elaborou melhor uma premissa interessante e intrigante; mas confesso que gostei do filme.

domingo, junho 25, 2017

Destaque nos cinemas

CORRA!
(Get Out, EUA, 2017) de Jordan Peele
Terror. Jovem negro vai a casa dos pais de sua namorada branca e coisas estranham acontecem.






A MULHER-MARAVILHA
(Wonder Woman, EUA, 2017) de Patty Jenkins
Ação. Guerreira amazona sai de seu território e testemunha um mundo a beira de uma terrível guerra.





FRANTZ
(França/Alemanha, 2016) de François Ozon
Drama. Ao se envolver com um rapaz francês, jovem alemã recorda o seu noivo morto no período da Primeira Guerra Mundial.

terça-feira, junho 20, 2017

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES
(EUA, 2016) de Damien Chazelle
Musical. Uma estória de amor entre um jovem pianista e uma aspirante atriz na cinematográfica cidade de Los Angeles.





SILÊNCIO
(Silence, EUA, 2016) de Martin Scorsese
Drama. Dois jesuítas vão para o Japão feudal em busca de um padre que desertou da Igreja Católica.





A QUALQUER CUSTO
(Hell or High Water, EUA, 2016) de David Mackenzie
Drama. Dois irmãos decidem assaltam bancos para bancar o futuro financeiro de sua família.

quinta-feira, junho 15, 2017

Tela Super8: Madonna - "I'll Remember"

Grande hit dos anos 90, a música "I´ll Remember" de Madonna faz parte da trilha sonora do filme Com Mérito (With Honors, EUA, 1994) de Alek Keshishian, uma dramédia que fez sucesso na época até por conta do seu bom e saudoso elenco, Joe Pesci e Brendan Fraser.

sábado, junho 10, 2017

Cinquenta Tons de Cinza

(Fifty Shades of Grey, EUA, 2015)
Direção: Sam Taylor-Johnson
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Marcia Gay Harden, Eloise Mumford

O filme Cinquenta Tons de Cinza curiosamente apresenta dois segmentos. O primeiro fala de uma garota tímida, romântica que sonha com uma relação amorosa dos sonhos - e encontra o príncipe encantado: lindo, rico e sadomasoquista! A segunda parte foca no pretendente amoroso da coitada; um rapaz cheio de traumas, desilusões na vida o que responde o fato do homem curtir um sexo mais agressivo, dominar a "presa" - o que gera um misto de curiosidade e pena na garota.
Com um enredo não muito convencional, o filme caminha numa rota desnecessária - cheio de clichês para fazer românticas de plantão fazerem a festa. Com um ar de propaganda de sabonete (a fotografia de Seamus McGarvey é a melhor coisa do filme), a obra naufraga diante de tantas possibilidades: porque não transformar Anastasia em uma garota que busca prazer, as primeiras experiências sexuais através do sadomasoquismo? Mas no fim fica evidente que a obra não se preocupa com o realismo (não acordar de ressaca após vomitar; se envolver com uma pessoa que joga na cara que não presta, e ainda por cima faz contrato de relação com a referida criatura!). Preciso dizer mais algo?

segunda-feira, junho 05, 2017

Logan

(EUA, 2017)
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Sienna Novikov, Boyd Holbrook

Finalmente Wolverine ganha um filme de respeito. Mais adulto, extremamente violento e com muitos palavrões, Logan foge completamente dos primeiros filmes que amenizavam a aventura solitária do furioso homem das garras de adamantium - no entanto surpreende pelo tom mais pessimista ao relatar que no futuro bem próximo os mutantes não existem mais - e os poucos sobreviventes são caçados. E cada vez mais fraco, Logan junta as suas últimas forças para proteger um debilitado Professor Xavier, e uma garota que tem o mesmo dom que o protagonista.
Como boa parte da estória se passa na fronteira entre o EUA e o México, o filme mostra o polêmico muro que divide os dois países; e faz uma bela alusão sobre as milícias que atuam na região com o objetivo de inibir a chegada dos imigrantes indesejados. Mas vale destacar que o diretor James Mangold foi extremamente feliz com as caprichadas cenas de ação em que a adrenalina corre solta - e uma violência agressiva que faz lembrar os filmes brucutus dos anos 80. Confesso que o apelo derrotista me chamou atenção e finalmente a obra ganha carga dramática ao enfatizar a sua crítica social (o preconceito, a luta pelos direitos civis); uma característica que toda a saga X-Men carregou. Uma bela surpresa.

quinta-feira, junho 01, 2017

Batman - O Retorno

(Batman Returns, EUA, 1992)
Direção: Tim Burton
Elenco: Michael Keaton, Danny DeVito, Michelle Pfeiffer, Christopher Walker

No seu auge criativo e autoral, Tim Burton retornou ao universo da DC Comics mas com o poder e o prestigio para fazer uma obra toda sua - diferente do primeiro Batman, um tremendo sucesso de marketing mas irregular pois o filme era todo do Coringa de Jack Nicholson. E diante dessa constatação, a sua continuação enfatizou ainda mais os vilões deixando o super-herói em segundo plano. E isso fez muito bem pois Burton ganhou material suficiente para fazer uma adaptação do clássico das estórias em quadrinhos mais anárquica que Hollywood produziu - ouviu Esquadrão Suicida e Deadpool, aprendam. Enquanto o Pinguim representa os excluídos, que se escondem na margem da sociedade; a Mulher-Gato representa a repressão sexual, a desvalorização da mulher na sociedade. E no pacote o diretor ainda coloca palhaços como ajudantes do Pinguim, o que deixa tudo bizarro, reforçando a mensagem freak. E pra completar, o elenco está ótimo (para ninguém sacar a atuação apagada de Michael Keaton), particularmente Michelle Pfeiffer que se encaixou perfeitamente como a Mulher-Gato (no ponto exato entre a repressão e a sensualidade). Incrível sucesso de bilheteria que comprova que artista criativo mais liberdade criativa é uma combinação que sempre cai bem - aprenda Warner.

quinta-feira, maio 25, 2017

Destaque nos cinemas

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2
(Guardions of the Galaxy, Vol. 2, EUA, 2017) de James Gunn
Aventura. As novas aventuras de um caçador das galáxias (que adora musica dos anos 80) e sua trupe de alienígenas.

O CIDADÃO ILUSTRE
(El Ciudadano Ilustre, Argentina/Espanha, 2016) de Gaston Duprat e Marinao Cohn
Drama. Renomado escritor argentino decide visitar a sua cidade natal e reencontra as pessoas que serviram de inspiração as suas obras.

sábado, maio 20, 2017

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS
(Rogue On: A Star Wars Story, EUA, 2016) de Gareth Edwards
Aventura. Grupo de rebeldes tem a missão de destruir a Estrela da Morte para derrubar o Império Intergaláctico,





CAPITÃO FANTÁSTICO
(Captain Fantastic, EUA, 2016) de Matt Ross
Drama. Pai de seis filhos que cria sua prole de forma inusitada é obrigado a levar a sua família para o enterro de sua esposa.




EU, DANIEL BLAKE
(I, Daniel Blake, Inglaterra/França) de Ken Loach
Drama. Após se acidentar em seu trabalho, carpinteiro tem dificuldades de receber pelo Estado ajuda financeira para o tratamento de saúde.



ARMAS NA MESA
(Miss Sloane, EUA/França, 2016) de John Madden
Drama. Lobista extremamente ambiciosa não mede esforços para atingir os seus objetivos.





MOANA - UM MAR DE AVENTURAS
(EUA, 2016) de Ron Clements e John Musker
Animação. Princesa decide se ariscar em uma aventura no alto mar para salvar o seu reinado.




MANCHESTER A BEIRA-MAR
(Manchester by the Sea, EUA, 2016) de Kenneth Lonergan
Drama. Rapaz é obrigado a cuidar de seu sobrinho e voltar a sua cidade natal após a morte de seu irmão.




A CRIADA
(Ah-ga-ssi, Coreia do Sul, 2016) de Chan-wook Park
Drama. Garota é contratada para ser criada de uma rica japonesa por motivos nada nobre.

segunda-feira, maio 15, 2017

Tela Super8: Filadelfia

Na época do seu lançamento, o filme Filadélfia (Philadelphia, EUA, 1993) de Jonathan Demme se tornou o primeiro filme de um estúdio de Hollywood que aborda a Aids - no entanto a obra se calcou mais no preconceito que na doença em si. Mas o que o filme tem de bom é a comovente atuação de Tom Hanks e a música "Streets of Philadelphia" do sempre politizado Bruce Springsteen - ambos vencedores de Oscar.

quarta-feira, maio 10, 2017

Docinho da América

(American Honey, EUA/Inglaterra, 2016)
Direção: Andrea Arnold
Elenco: Sasha Lane, Shia LaBeouf, Crystal Ice, McCaul Lombardi.

A cineasta inglesa Andrea Arnold aterrissa nos EUA e elabora um painel da sociedade americana, particularmente a ala pobre, caipira, branca, fracassada e escondida nos grotões a margem da sociedade - e que hoje representa a população que votou em Donald Trump, e tem o seu total apoio. Assim, o filme recorda obras de cineastas que sempre tiveram foco nessa galeria de personagens, Larry Park e Harmony Korine - mas a ótica e a sensibilidade feminina e estrangeira faz toda a diferença. Se os diretores citados vão fundo para incomodar e causar mau-estar, Andrea foi até light nas situações para a personagem principal, Star, em que esta embarca numa aventura ao se incluir numa trupe de jovens igualmente desajustados pela sociedade - e que pulam de cidade em cidade aplicando pequenos golpes (outras palavras, vendendo assinaturas de revista). Outra diferença é a sua longa duração, o que torna o seu ritmo irregular mas fundamental para observarmos a experiência de vida de Star, interpretada com garra pela novata Sasha Lane, uma atriz de beleza extremamente comum que dá vida a uma garota ávida para sair do lugar comum, conhecer o mundo e junto testemunhar as delícias e decepções do amor e da vida.

sexta-feira, maio 05, 2017

Até o Último Homem

(Hacksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016)
Direção: Mel Gibson
Elenco: Andrew Garfield, Vince Vaughn, Sam Worthington, Hugo Weaving

Até o Último Homem é um remendo dos outros filmes de Mel Gibson. Tem a violência exagerada das batalhas de Apocalypto? Sim. Tem o patriotismo exacerbado de Coração Valente? Sim. Apresenta um homem que se sacrifica por questões filosóficas/religiosas como em A Paixão de Cristo? Sim. E diante dessa conhecida colcha de retalhos, Gibson dividiu o filme em duas partes. A primeira mostra a vida bucólica de Desmond Doss, um jovem que reforça a sua fé na humanidade através da não-violência após quase matar o irmão numa briga banal - e na difícil relação com o pai violento e alcoólatra. Nesse momento, Gibson exagera no açúcar e faz um filme cheio de clichês. Na segunda parte, Doss se alista no exército para lutar na Segunda Guerra Mundial e ganha o inusitado direito de lutar sem armas; ai baixa O Resgate do Soldado Ryan, e Gibson extrapola o horror da guerra usando e abusando dos efeitos visuais para registrar a loucura nas trincheiras, mas no fim o teor patriótico emerge e questões humanas como manter a fé num ambiente violento e insano é jogado por água abaixo. No fim, o que se salva é o ótimo trabalho de som e a boa atuação da dupla Andrew Garfield e Vince Vaughn. E como um relato de horror da guerra, e da dor da defesa da humanidade, Gibson realiza um drama de guerra banal que só a Academia de Hollywood adora. E conseguiu pelas indicações no Oscar. Triste.

segunda-feira, maio 01, 2017

Manchester à Beira Mar

(Manchester by the Sea, EUA, 2016)
Direção: Kenneth Konergan
Elenco: Casey Affleck, Lucas Hedges, Kyle Chandler, Michelle Williams

Lee Chandler é um homem calado mas quando abre a boca é rude. E sua postura quieta se transforma em hostilidade e violência num piscar de olhos. Mas quando Lee recebe a noticia da morte de seu irmão - e de sua nova responsabilidade de cuidar do seu sobrinho de 16 anos - seus fantasmas do passado que sempre o assombram se potencializa.
Com uma curiosa montagem em que o passado do personagem principal é mostrada em pequenas partes no decorrer da narrativa - ao invés do manjado longo flashback - Manchester à Beira Mar é um belo filme sobre um homem eternamente condenado a um passado, preso a uma culpa indescritível que lhe tira qualquer oportunidade de seguir a vida adiante; não é pra menos que a bela trilha sonora utiliza um tom mais sacro. Com um ótimo roteiro que fala da perda e culpa com sinceridade, sem pressa, e principalmente sem cair no melodrama fácil - as vezes surge um humor inesperado o que torna tudo mais humano. Mas o filme sobe de patamar graças a um elenco em estado de graça, especialmente Casey Affleck que cria um homem as vezes ora um animal anti-social, ora um ser sensível que deseja paz - mas o peso nas costas nunca alivia a sua melancólica existência.

terça-feira, abril 25, 2017

Destaque nos cinemas

JOAQUIM
(Brasil/Portugal, 2017) de Marcelo Gomes
Drama. Cinebiografia de um dos principais participantes da Inconfidência Mineira - Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes.






PATERSON
(EUA, 2016) de Jim Jamusch
Drama. Na pequena cidade Paterson, um comum motorista de ônibus chama atenção em conta da sua sua grande paixão pela poesia.





Z: A CIDADE PERDIDA
(The Lost City of Z, EUA, 2016) de James Gray
Aventura. Um explorador britânico se aventura na Amazônia em busca de uma obsessão pessoal: a cidade perdida

quinta-feira, abril 20, 2017

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

A CHEGADA
(Arrival, EUA, 2016) de Denis Villeneuve
Ficção cientifica. A Terra é invadida por naves extraterrestres e o exército americano contrata uma professora de linguística para estabelecer contato.



NERUDA
(Chile/Espanha, 2016) de Pablo Larrain
Drama. Nos anos 40 no Chile um inspetor persegue Pablo Neruda por suspeitar que o poeta seja comunista.








SULLY - O HERÓI DO RIO HUDSON
(EUA, 2016) de Clint Eastwood
Drama. Após salvar várias vidas de um desastre aéreo, o piloto Sully se torna herói e ao mesmo tempo tem sua vida investigada em conta do insólito ato.


MINHA VIDA DE ABROBRINHA
(Ma Vie de Courgette, França/Suiça, 2016) de Claude Barras
Animação. Depois do desaparecimento de sua mãe, garotinho vai parar num orfanato e se torna amigo de um policial.




SIERANEVADA
(Romênia, 2016) de Cristi Puiu
Drama. No aniversario de morte de um patriarca, família se reuni e demonstra as alegrias e tristezas da vida.

sábado, abril 15, 2017

Tela Super8: Reel 2 Real - "ILike to Move It"

A música "I Like to Move It" do artista Reel 2 Real, fez sucesso no ano de 1994...mas estourou mesmo quando entrou nos créditos na maluca animação Madagascar (EUA, 2005) de Eric Darnell e Tom McGrath. E ate hoje quando lançam um novo Madagascar, adivinha qual musica a produção sempre explora?


segunda-feira, abril 10, 2017

Lion - Uma Jornada para Casa

(Austrália/Inglaterra/EUA, 2016)
Direção: Garth Davis
Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman, Sunny Pavar

A antiga Miramax fazendo propaganda do Google Earth rsrsrs. Brincadeiras a parte, Lion - Uma Jornada para Casa é o típico dramalhão com o selo de qualidade da Miramax que funciona no seu primeiro ato quando um certo garotinho Saroo se perde do irmão e acaba parando a 1.600 km de casa. Com uma pegada real e a atuação sensacional de Sunny Pavar, o filme comove com o drama de um garoto perdido num mundo bastante hostil até ser adotado por um casal australiano. E quando o garoto cresce já estável na Austrália, não consegue esquecer as suas origens - mas precisava colocar no pacote um romancinho meia boca com uma americana? E o outro irmão adotivo que tem problemas psicológicos que o filme simplesmente colocou de lado? Pelo menos surge uma comovente atuação de Nicole Kidman como a mãe adotiva - mas o potencial do enredo decai. Mas o filme tem boas qualidades como a bonita fotografia (as vezes meio Chromecast) e a emotiva trilha sonora  - mesmo que em alguns momentos resvale ao melodrama. E o que fica na memória é o garotinho amedrontado gritando Guddu numa perigosa metrópole indiana - uma voz que ecoa sobre toda a projeção do filme.

quarta-feira, abril 05, 2017

Moonlight: Sob a Luz do Luar

(EUA, 2016)
Direção: Barry Jenkins
Elenco: Alex R. Hibbert, Asthon Sanders, Trevante Rhodes, Naomie Harris.

Desde de pequeno que Chiron carrega mágoas que o assombrarão por toda a sua existência. A mãe que deveria lhe acolher, é uma pobre coitada que se prostitui para alimentar o vício as drogas. A escola é um lar de jovens que vivem para o atormentar só por suspeitar que ele seja gay. E como alívio, a única figura que lhe confere amor e humanidade é justamente o traficante que vende drogas para a sua mãe. Para Chiron, a vida é uma piada de mal gosto em que o certo e o errado se confundem. Nesta pequena e simples obra, dividida em três partes, a estreia de Barry Jenkins carrega um turbilhão de emoções e símbolos graças a uma produção super criativa: a intrigante fotografia; a bela trilha sonora que ainda conta com Caetano Veloso; a ótima montagem que me faz recordar o mestre chinês Kar Wai Wong (do lindo Amor à Flor da Pele). E o elenco está fantástico em que Naomie Harris e Marershala Ali roubam a cena e dão dignidade a seres que facilmente cairiam na caricatura.
E o diretor/roteirista conduz esse time com muita segurança e com uma sensibilidade ímpar ao impor vida (e também dor e angústia) num ambiente tão condenado que é o das drogas, a realidade do gueto, mas aqui o mundo que rodeia entre traficantes e viciados é o único em que o pobre Chifron parece conhecer. Belo filme.

sábado, abril 01, 2017

Estrelas Além do Tempo

(Hidden Figures, EUA, 2017)
Direção: Theodore Melfi
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner.

Em 2017, o recém-eleito presidente dos EUA decide barrar imigrantes e construir um muro para separar de vez com o México. Na Europa, o protecionismo e o isolamento emerge como uma nova política contra o terrorismo.
Em 1961, o estado americano segregacionista Virgina tem as sua próprias barreiras. Banheiro para negros e brancos. Salas para negros e brancos. Bebedouros para negros e brancos. Alas de ônibus para negros e brancos. Nem a Nasa escapa dessa esdruxula condição.
E nesse meio-termo surge três mulheres que tiveram atitude e profissionalismo para romper um difícil obstáculo: ser mulher e negra nos anos 60. E com uma narrativa bem convencional, o diretor Theodore Melfi faz um drama agridoce em que o elenco todo dá show, e se torna a alma do filme - também gostei da trilha sonora de Hans Zimmer (mesmo sendo bem óbvia). E mesmo saindo do cinema feliz, é triste notar que o mundo não mudou muito de 1961 pra cá. Barreiras ridículas são criadas - mas o filme demonstra que o uso da racionalidade, da sensibilidade e da força de vontade as mudanças emergirão.

sábado, março 25, 2017

Destaques nos cinemas

LOGAN
(EUA, 2017) de James Mangold
Ação. O famoso e furioso mutante tenta sobreviver após a destruição dos X-Men.







UM LIMITE ENTRE NÓS
(Fences, EUA, 2016) de Denzel Washington
Drama. Lixeiro desencantado com a vida se desentende com o filho após este se profissionalizar no futebol americano.






PERSONAL SHOPPER
(França, 2016) de Olivier Assayas
Suspense. Americana residente em Paris tem capacidade mediúnica e ultimamente estabelece contato com um desconhecido do outro mundo.




SILÊNCIO
(Silence, EUA/Taiwan, 2016) de Martin Scorsese
Drama. Dois padres portugueses investigam o desaparecimento de um colega mentor no Japão feudal.




A BELA E A FERA
(Beauty and the Beast, EUA, 2017) de Bill Condon
Fantasia. Garota fica presa num castelo para salvar o seu pai que se encontra nas mãos de uma fera.





MULHERES DO SÉCULO 20
(20th Century Women, EUA, 2016) de Mike Mills
Drama. Com o filho entrando na adolescência, senhora pede ajuda as mulheres mais próximas do seu convívio para estabelecer um novo elo com o filho.

segunda-feira, março 20, 2017

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

É APENAS O FIM DO MUNDO
(Juste la Fin du Monde, Canadá/França, 2016) de Xavier Dolan
Drama. Após anos sem rever a família, escritor retorna ao antigo lar para informar que tem pouco tempo de vida.






AGNUS DEI
(Les Innocentes, França/Polônia, 2016) de Anne Fontaine
Drama. Depois do fim da 2ª Guerra Mundial, estagiária da Cruz Vermelha se depara com uma situação insólita em um convento de freiras.


OUIJA: A ORIGEM DO MAL
(Ouija: Origin of Evil, EUA, 2016 ) de Mike Flanagan
Terror. Utilizando o ocultismo para os seus trambiques, jovem acaba recebendo uma entidade maligna de verdade.

quarta-feira, março 15, 2017

Tela Super8: Volver

O blog Super8 completa 10 anos de existência neste mês (especificamente no dia 10 de março de 2007) - e nesse dia postei a critica do belo filme do mestre Almodovar, Volver (Espanha, 2006). E para comemorar esse feito postei a cena em que Penelope Cruz canta "Volver". Não posso deixar de agradecer a todas as pessoas que visitaram ou visitam o blog nesse longo tempo.

MUITO OBRIGADO!


sexta-feira, março 10, 2017

La La Land - Cantando Estações

(EUA, 2016)
Direção: Damien Chazelle
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, J. K. Simmons.

No primeiro segundo de projeção de La La Land - Cantando Estações já informa que o filme foi rodado em Cinemascope - uma demonstração da ambição do diretor ascendente Damien Chazele (do ótimo Whiplash: Em Busca da Perfeição). E o mesmo não vacila e faz uma obra visual translumbrante em que a câmera nunca pára, e a tela explode em cores primárias através de um belo trabalho em conjunto da fotografia, direção de arte e figurino exibindo uma Los Angeles dos sonhos - particularmente a sua vida noturna. E na terra dos sonhos, o foco do enredo fica entre o som do jazz e o visual do cinema - em outras palavras, Sebastian e Mia. Ele, um pianista que tem a missão de ressuscitar o autêntico jazz; ela, uma aspirante atriz em busca de um lugar ao sol. E juntos vivem uma inocente estória de amor. Com um enredo simples, La La Land joga todo o seu potencial na sua composição musical. E nesse quesito não tem como não sair do cinema e cantar as belas canções "City of Stars" e "Audition (The Fools Who Dream)". E de bandeja a trilha sonora de Justin Hurwitz gruda na cabeça. No entanto o filme apresenta as suas falhas: quando Sebastian deixa de lado o seu sonho e embarca numa banda pop, o filme perde ritmo; e também faltou a representação da multiculturalidade da cidade afinal a obra é um hino de amor a LA. E também achei um exagero as 14 indicações ao Oscar, não precisava ser lembrado na de roteiro original, ator, mixagem de som, edição de som. Mas no fim a obra expõe que num mundo cada vez mais pesado e cinza - sonhar e sentir as cores tem o seu poder de quebrar a rotina.

domingo, março 05, 2017

Que Horas Ela Volta?

(Brasil, 2015)
Direção: Anna Muylaert
Elenco: Regina Casé, Camila Márdila, Karine Teles, Lourenço Mutarelli.

Que Horas Ela Volta? é uma interessante mistura da série britânica Downton Abbey e o clássico subversivo italiano Teorema. Do primeiro expõe a divisão de classes existentes em muitas lares - algo não exclusivo no Brasil. Já da obra de Pasolini existe uma figura central que entra nesse universo (a casa, a "família") e balança essa estrutura - que no filme brasileiro é a Jessica - e como diria um dos personagens: "A Jessica é estranha. Segura demais!". Ou seja ela está ai para incomodar; uma filha de empregada pobre que quer ir a São Paulo prestar vestibular numa concorrida universidade. Em outras palavras, ela deseja ter uma vida melhor e totalmente diferente de sua mãe, uma mulher sofrida e totalmente limitada sobre os seus sonhos e a si mesmo.
Com uma impressionante delicadeza, Anna Muylaert faz um lindo panorama sobre as mudanças sociais ocorridas nos últimos anos no Brasil ao apresentar que existe uma grande parcela de pessoas que vivem na linha da pobreza mas que desejam mudança, lutam por uma vida mais digna; e também alfineta a resistente hierarquia de classes na nossa sociedade. Mesmo tocando em temas tão comuns no Brasil, o seu enredo é universal.
E pra completar, o elenco está sensacional em que a desconhecida Camila Márdila é um furacão na tela, mas o filme é mesmo da Regina Casé numa interpretação brilhante e comovente que me faz lembrar da Dora interpretada pela Fernanda Montenegro em Central do Brasil, em que ambas estão num processo de se descobrir. Filmaço.

quarta-feira, março 01, 2017

Moana - Um Mar de Aventura

(Moana, EUA, 2016)
Direção: Ron Clements e John Musker

Enquanto a Warner pena ao entregar obras da DC Comics para cineastas medianos, e resultados desastrosos emergem como Esquadrão Suicida e Batman versus Superman; a Disney vai em outra direção e ousa em realizar trabalhos de qualidade (como é o caso da franquia Star Wars), e atualiza a cartilha e o conceito de suas animações. E Moana - Um Mar de Aventuras vai de encontro com o que foi explorado em Frozen - Uma Aventura Congelante; ambos protagonizados por garotas fortes e decididas que lutam por aquilo que acreditam (a família; a comunidade, corrigindo, o seu reinado). E o frio de Frozen é substituído pelo calor da Polinésia gerando um visual belíssimo cheio de efeitos visuais com o destaque para o impressionante trabalho referente a água e ao movimento dos cabelos. Engraçado constar que o desenho usa como referências As Aventuras de Pi e Mad Max: Estrada da Fúria. E de quebra a trilha sonora de Lin-Manuel Miranda, Mark Mancina e Opetaia Foa´i é ótima. Boa dica de uma sessão pipoca no fim da tarde para animar o dia.