terça-feira, janeiro 20, 2026

Destaques nos Cinemas

JOVENS MÃES
(Jeunes Merés, Bélgica, 2025) de Luc e Jean-Pierre Dardenne
Drama. A rotina de cinco garotas que estão num abrigo que acolhem jovens grávidas.




SE EU TIVESSE PERNAS, TI CHUTARIA

(If I Had Legs I´d Kick You, EUA, 2025) de Mary Bronstein
Drama. Mãe solitária entra em colapso após um vazamento em seu apartamento.



SIRAT
(Espanha, 2025) de Oliver Laxe
Drama. Pai espanhol destina ir a uma rave no Marrocos em busca da filha desaparecida.



MARTY SUPREME

(EUA, 2025) de Josh Safdie
Drama. Prodígio no ping-pong, jovem ambicioso não hesita em aplicar golpes para ganhar dinheiro.



A ÚNICA SAÍDA

(Eojjeolsuga Eobsda, Coréia do Sul, 2025) de Park Chan-Wook
Suspense. Homem de meia idade decide eliminar os seus concorrentes para conseguir uma vaga de um emprego.



HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET
(EUA/Inglaterra, 2025) de Chloe Zhao
Drama. O luto e a dor da perda de um filho sobre a ótica da esposa do escritor Shakespeare.

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Lançamentos nos Streamings

BASTARDOS INGLÓRIOS
(Inglorius Bastards, EUA, 2009) de Quentin Tarantino
Netflix
Suspense. Um grupo de americanos e uma jovem resistem a invasão nazista em Paris.



CEMITERIO DO ESPLENDOR
(Rak Ti Khon Kaen, Tailândia, 2015) de Apichatpong Weerasethakul
Mubi
Drama. Senhora cuidada de soldados que inexplicavelmente adormecem e não acordam mais.

A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN
(Billy Lynn´s Long Halftime Walk, EUA, 2017) de Ang Lee
HBO Max
Drama. Jovem soldado é recebido com pompas nos EUA após sobreviver a um ataque na guerra do Iraque.



MORRA, AMOR

(Die My Love, Inglaterra, 2025) de Lynne Ramsay
Mubi
Drama. Após se isolar numa casa de campo, mulher sofre um colapso que coloca em cheque o seu casamento.


PEQUENAS CARTAS OBSCENAS
(Wicked Little Letters, Inglaterra, 2023) de Thea Sharrock
Amazon Prime
Comédia. Em uma cidade inglesa conservado dos anos de 1920 entre em alvoroço quando recebem cartas obscenas.



RAIN MAN
(EUA, 1988) de Barry Levinson
Netflix
Drama. Jovem yuppie tem uma descoberta familiar inusitada: um irmão mais velho autista.



TOURO INDOMAVEL
(EUA, 1980) de Martin Scorsese
Mubi
Drama. Boxeador impulsivo e violento sofre com o seu comportamento intempestivo.


O ULTIMO AZUL
(Brasil, 2025) de Gabriel Mascaro
Netflix
Drama. Idosa foge de um fim institucional em busca de refugio na floresta.

sábado, janeiro 10, 2026

Uma Batalha Após a Outra

(One Battle After Another, EUA, 2025)
Direção: Paul Thomas Anderson
Elenco: Leonardo DiCaprio, Sean Penn, Chase Infiniti, Teyana Taylor.

Bob e Perfídia fazem parte de um grupo de esquerda que tenta desestabilizar o governo autoritário dos Estados Unidos com atitudes agressivas. No entanto, quando Perfídia se envolve com o militar Steven, ela cai numa armadilha e acaba delatando os colegas que são obrigados a se esconder com outras identidades. Quinze anos depois Bob e sua filha Willa são perseguidos por Steven por causa do seu passado com Perfídia.
Após a comédia dramática retrô Licorice Pizza (2021), o cineasta PT Anderson dá uma guinada em sua carreira em outra adaptação de Thomas Pynchon. Se em Vicio Inerente (2014) o diretor imprime os ácidos anos de 1970; em Uma Batalha Após a Outra, Anderson reforça o porquê que o cineasta estadunidense é um dos melhores cineastas da sua geração. Aqui, o diretor surpreende ao impor o caos social e político atual sob a forma de um filme de ação em que a adrenalina é constante. A fantástica trilha sonora quase operística de Jonny Greenwood é fundamental para deixar o público sem fôlego com um som que nunca para no decorrer da projeção. A linda fotografia de Michael Bauman que sabe registrar ambientes internos e a loucura das áreas urbanas e a secura do oeste dos EUA (sem esquecer de citar a incrível perseguição de carros em uma estrada que entrará na história do cinema). O roteiro emocionante (e hilário) de Anderson que tira chacota da direita e zomba da esquerda é um retrato de um mundo dividido e bipolar. Diante de tantas qualidades e o elenco está fantástico em que Leonardo DiCaprio arrisca ao fazer um personagem a lá O Grande Lebowski dos irmãos Coen. Mas é Teyana Taylor que seduz como a provocativa revolucionária perfídia, e o zen Benício Del Toro muito engraçado e a vontade. Sem dúvida nenhuma, Uma Batalha Após a Outra já entra na lista das obras-primas de Anderson ao publicar uma caótica América de Trump.

segunda-feira, janeiro 05, 2026

Nouvelle Vague

(França/EUA, 2025)
Direção: Richard Linklater
Elenco: Guillaume Marbeck, Zoey Deutch, Aubry Dullin, Bruno Dreyfurst.

Na França de 1959 o cinema local vê os seus cineastas criarem um novo movimento cinematográfico que agita o ambiente cultural de Paris. E neste momento, o crítico de cinema Jean-Luc Godard ganha a chance de realizar o seu primeiro filme chamado Acossado. A questão é que Godard demonstra que está longe de ser um cineasta convencional. E esse desprezo pelas regras torna as filmagens um verdadeiro caos em que o elenco e a equipe técnica começa a questionar sobre o futuro e a qualidade do filme.
O mestre do cotidiano Richard Linklater dá uma grande guinada em seu primeiro filme não falado em inglês. Como o título sugere a obra aborda um dos movimentos cinematográficos mais importantes da sétima arte. E aqui, o diretor realiza com classe e elegância os bastidores caóticos do clássico do movimento. Uma pena que um público que não está familiarizado com a Nouvelle Vague ficará perdido com a quantidade de informação e aparecimentos dos responsáveis pelo movimento. Mas para os cinéfilos, o filme é um deleite. Além do respeito que o diretor tem com o material, visualmente o filme impressiona a começar pela linda fotografia de David Chambille que emula com perfeição o visual original do filme de 1960. O design de produção e figurino caprichados nos transporta com facilidade ao fim dos anos de 1950. E o elenco impressiona pela semelhança com as personalidades reais - além de arrancar boas interpretações. Assim, Nouvelle Vague é um belo trabalho de um cineasta que - perceptivelmente - admira e respeita um momento histórico do cinema mundial.

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Valor Sentimental

(Affeksjonsverdi, Noruega, 2025)
Direção: Joachim Trier
Elenco: Renate Reinsve, Stellan Skarsgard, Elle Fanning, Inga Ibsdotter Lilleaas.

Nora é uma atriz que passa por atritos na carreira por causa da recente morte da mãe, e principalmente por saber da vinda do seu pai que há anos não contato com a filha. Gustav, o pai ausente é um cineasta consagrado que reencontra a filha e lhe faz uma proposta: atuar em seu novo filme. Mas Nora recusa o convite e a presença do pai aflora antigos ressentimentos dela e de sua irmã Agnes.
Após o belo e solar A Pior Pessoa do Mundo, o cineasta norueguês Joachim Trier dá uma nova guinada com seu novo filme. Assim, Valor Sentimental se revela um impressionante amadurecimento da carreira do diretor ao impor com propriedade um tom mais melancólico. Aqui, a obra mescla memória, o poder da arte e relacionamentos familiares mal correspondidos. Com uma fotografia acinzentada e com pouca chance de cores de Kasper Tuxen Andersen, o filme revela a amargura entre pais e filhos. É impossível não comparar com dois clássicos do mestre Ingmar Bergman. De Sonata de Outono, o diretor introduz o seu estilo mais pop e moderno na frágil relação pai e filha (e as suas queixas e cobranças afetivas). E Persona remete a personagem da Elle Fanning se emular cada vez mais com a Nora. Dessa forma, Trier usa  o mundo do cinema (ou outra forma de arte) para criar um mosaico de traumas emocionais que o tempo não teve tempo de cicatrizar. O elenco está soberbo dando destaque para Stellan Skarsgard que cria uma figura paterna falha e humana sem tornar um típico vilão. É perceptível o peso que ele carrega pela sua ausência na tela. E Renate Reinsve imprime uma amargura mas sem esquecer de injetar carisma e um jeito maroto. Assim, Valor Sentimental é uma obra de arte que emociona ao tocar em feridas abertas a respeito de ausências sentidas.

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Nota do Blog - Melhores Filmes do Ano


O ano de 2025 se aproxima do fim e fecha com bons lançamentos de vários países. Excelente safra das obras fora de Hollywood em que o destaque vai para a distribuidora Neon (a mesma do superpremiado Anora) que comprou os melhores títulos do ano de diversos países como Noruega, Coréia do Sul, Espanha, Irã e Brasil. E fora dessa distribuidora, bons títulos surgiram no final do ano como Hamnet: A Vida Antes de Hamlet de Chloé Zhao e Marty Supreme de Josh Safdie. Bom recordar o excelente ano do cineasta Richard Linklater que lançou dois ótimos filmes: Blue Moon e Nouvelle VagueTambém foi um ótimo ano para o terror com o destaque para o criativo A Hora do Mal de Zach Cregger. 

Por fim, o cinema brasileiro brilhou como nunca antes após o histórico Oscar por Ainda Estou Aqui. Destaque para os dois prêmios importantíssimos conquistado em Cannes por O Agente Secreto. Com uma safra maravilhosa chama atenção o premiado em Berlim O Último Azul de Gabriel Mascaro e a surpresa Homem Com H de Esmir Filho a poderosa cinebiografia de Ney Matogrosso. e tenho que citar tardiamente o maravilhoso Oeste Outra Vez de Erico Rassi (vencedor do Festival de Gramado 2024), um assombro faroeste brasileiro.

***

MELHORES FILMES DE 2025:

O Agente Secreto (Brasil) de Kleber Mendonça Filho
Faça Ela Voltar (Austrália) de Danny e Michael Philippou
Foi Apenas um Acidente (Irã) de Jafar Panahi
Pecadores (EUA) de Ryan Coogler
Sirat (Espanha) de Oliver Laxe
O Som da Queda (Alemanha) de Mascha Schilinski
Uma Batalha Após a Outra (EUA) de Paul Thomas Anderson
A Única Saída (Coréia do Sul) de Park Chan-Wook
Valor Sentimental (Noruega) de Joachim Trier
A Voz de Hind Rajad (Tunísia) de Kaouther Ben Hania


FELIZ NATAL 
E UM ÓTIMO ANO NOVO