(I Saw The TV Glow, EUA, 2024)
Direção: Jane Schoenbrun
Elenco: Justice Smith, Brigette Lundy-Paine, Ian Foreman, Helena Howard.
Direção: Jane Schoenbrun
Elenco: Justice Smith, Brigette Lundy-Paine, Ian Foreman, Helena Howard.
Owen é um garoto triste mas que encontra empatia em uma colega mais velha da escola, Maddy. Ambos interagem pois descobrem algo em particular: a série de televisão The Pink Opaque. Por ser uma série adulta estes assistem escondidos o que gera uma forte conexão. Mas com o passar do tempo os dois compartilham sentimentos conflitantes em relação a sexualidade e identidade. E isso gera um tremendo desconforto no decorrer da vida de Owen.
Instigante estreia da cineasta Jane Schoenbrun em que ela mistura de forma muito bem realizada drama, suspense e terror. Aqui, a diretora bebe direto da fonte surrealista de David Lynch o que gera cenas de uma beleza mas também uma melancolia palpável. As cores neon, os efeitos visuais práticos e a fotografia extremamente colorida camufla a tristeza do dois principais personagens. Aqui, Owen e Maddy escondem sua identidade e inseguranças através da fixação de uma série de televisão adulta. O roteiro poderia muito bem realizar uma critica dos efeitos da televisão nos jovens mas Eu Vi o Brilho na TV caminha em outra rota. Por se passar nos anos 1990, a televisão representa uma válvula de escape de pessoas que querem se entender no mundo. Os personagens da série que Owen e Maddy amam refletem as angústias e escondem a violência que os cercam. Com lindas sequências visuais, a diretora faz um belo filme em que a década de 1990 é palpável e o sentimento de não pertencimento em uma época ainda calcada no forte preconceito é o mote de sonho e pesadelo.










