Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Miles Teller, Jayden Harville.
Dos anos 1960 até o fim da década de 1980, o cantor Michael Jackson se transforma de menino protegido da música ao rei do pop absoluto. Mas para chegar ao topo ele só não enfrentou o temível mundo do entretenimento mas teve que encarar uma fera que fez o seu destino: o pai.
No interminável mundo das cinebiografias musicais chapa branca era questão de tempo surgir a ingrata missão sobre o rei do pop Michael Jackson. E na adaptação do cineasta regular Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) foge-se de temas espinhosos e polêmicos, e foca totalmente na ascensão de Jackson, e ao mesmo tempo tudo se resume na relação abusiva do protagonista com seu pai que via na sua própria prole um produto ao invés de seres humanos. E a produção reflete o pensamento de Joe Jackson e foi fundo no PRODUTO pois a obra é uma sucessão fantástica de grandes hits mas sem aprofundar quem foi o protagonista, e muito menos na criação das canções. Tudo aqui soa raso e rápido. A cronologia dos fatos é jogada na tela de qualquer jeito, e a síndrome de Peter Pan de Michael é o puro suco do clichê. O que é uma pena pois a obra conseguiu encontrar no sobrinho do Michael Jackson o ator perfeito para o papel. A semelhança física e a voz de Jaafar Jackson é de cair o queixo, pena que o roteiro preguiçoso dilui a oportunidade de decifrarmos quem é o Michael de verdade. O que fica aqui é apenas uma Coca-Cola para o público degustar.














