Direção: Jane Schoenbrun
Elenco: Hannah Einbinder, Gillian Anderson, Jack Haven, Amanda Fix.
A jovem cineasta Kris se dirige para um remoto acampamento onde vive a estrela do clássico terror, Acampamento Miasma, Billy Presley. Fascinada pelo filme do horror, Kris tem a missão de realizar uma nova releitura do clássico e justifica a sua visita a reservada atriz como pretexto para conhecer melhor a protagonista. Mas o encontro alimenta discussões sobre o cinema slasher, sexualidade e suas próprias angústias.
Em seu segundo filme, a cineasta Jane Schoenbrun faz um filme que todo cinéfilo fica empolgado. Se na sua obra anterior, Eu Vi o Brilho da TV, a diretora era Lynchiana ao extremo ao usar o terror como alegoria sobre a busca de identidade. Em Acampamento Miasma, ela dobra aposta e realiza uma insólita homenagem aos filmes slasher, em especial Sexta-Feira 13. Aqui, a personagem cineasta tem a obsessão pelo gênero como uma fuga as suas angústias particulares. E como total surpresa a diretora continua citando David Lynch mas neste caldo ela joga Persona e Crepúsculos dos Deuses ao registar a relação de Kris e Billy. Gilliam Anderson está ótima à lá Norma Desmond. E do Bergman vem das personas das duas protagonistas que parecem se misturar. E a diretora faz tudo isso como a segurança e propriedade. Assim, Jane Schoenbrun é uma inovação do cinema estadunidense que se concretiza. E se ela se dá bem com a sua assinatura; Schoenbrun tem grande chance de explorar novos mundos com encanto. Algo que o seu mestre conseguiu nos belos O Homem Elefante e A História Real.










