Neil é um meticuloso assaltante que usa o seu faro e astúcia para mais uma missão: assaltar um banco de Los Angeles. O problema é que em seu caminho cruza com o Tenente Vincent, um policial obstinado e que não dá trégua enquanto não colocar Neil na cadeia. Ao mesmo tempo, o assaltante arranja um relacionamento amoroso, e Vincent sofre como desgaste no seu casamento.
Ao lado dos excelentes O Informante e Colateral, Fogo Contra Fogo é um dos filmes mais cultuados de Michael Man que eu tinha vontade de conferir. E valeu a espera pois o filme de 1995 é um filmaço. Com quase três horas de duração, a estória passa voando graças ao intrigante jogo de gato e rato de dois homens em que os seus atos e a própria personalidade parece se misturar. Aqui, o protagonista e antagonista se entregam de corpo e alma nos seus papéis o que gera uma certa afeição e admiração mútua entre ambos. A inteligente fotografia de Dante Spinotti expõe uma fotografia de cartão postal de Los Angeles de dia, e ao mesmo tempo brinca com sombras nas cenas noturnas. Aqui, Vincent e Neil vivem no mesmo microcosmo. Em compensação a trilha sonora de Elliot Goldenthal é bem anos 1990, o que é estranho pois Goldenthal é um autor competente. Mas é a super aguardada união de astros Al Pacino e Robert DeNiro que elevam o patamar do filme. Se DeNiro expõe com naturalidade a inteligência, virilidade e vulnerabilidade de Neil tornando o antagonista não em um monstro mas em um homem obstinado ao se colocar no outro lado da lei. Já Pacino vive um policial cansado mas ao mesmo tempo uma panela de pressão prestes a explodir. E nesse ponto é inegável não recordar os maneirismos de Nicolas Cage o que gera uma certa distração em cena. Mesmo assim o ator está sensacional no papel principal. Fogo Contra Fogo é uma bela mistura da grandiloquência do cinema épico com o gênero policial típico dos anos 1990 (que estava em alta na época).
















































