domingo, julho 05, 2026

Dia D

(Disclosure Day, EUA, 2026)
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Josh O´Connor, Emily Blunt, Colin Firth, Colman Domingo.

Um programador cibernético chamado Daniel descobre um segredo de estado ocasionando em sua  caçada por um grupo da defesa dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, uma apresentadora de notícias apresenta sintomas bizarros da noite para o dia. Do nada, ela consegue decifrar a intimidade toda a sua volta. E o seu destino vai se cruzando com a de Daniel o que pode alterar o futuro da humanidade.
Quase vinte anos depois de A Guerra dos Mundos, o mestre Spielberg volta aos seus temas preferidos: uma ficção científica sobre alienígenas. em Dia D, o diretor foca no reflexo dos Estados Unidos trumpista: religião, mídia, tecnologia e o autoritarismo. O problema é que o diretor foi fantasioso e raso demais em sua pontaria. Como disse acima, religião, mídia, tecnologia e totalitarismo são tocados no enredo mas nunca aprofundados. Uma mera nota de rodapé. Assim, o velho e conhecida escapismo tradicional do diretor dos anos 1980/1990 é jogado na tela sem cerimônia. E isso pode dividir o público que busca algo com  mais consistência. Mas para quem procura um filme pipoca, Dia D é o seu programa. Particularmente, Dia D soa como filme de ação com capa de ficção científica mas que não condiz com um mundo maluco de hoje que se preocupa mais com a última polêmica da Virgínia Fonseca do que a existência de ETs. Aqui, Spielberg se fechou em sua bolha e não soube criar uma ficção científica reflexiva. Uma pena.

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