quarta-feira, abril 01, 2026

Sirât

(Espanha, 2025)
Direção: Oliver Laxe
Elenco: Sergi López, Bruno Núñez Arjona, Stefania Gadda, Jade Oukid.

Luiz (acompanhado do seu filho e cachorro) procura sua filha que participa de raves no Marrocos e que se encontra desaparecida por vários meses. E nesta busca ele se conhece de um grupo de pessoas com a esperança de achar sua filha. Nessa aproximação ele começa a compreender esse estilo de vida tanto singular. 
O novo filme do cineasta x é uma reflexão de um mundo paralelo de um grupo de pessoas que vivem longe da civilização em busca da catarse das raves como um escapismo de dores pessoais. Assim, Sirât revela um filme de estrada em que a busca particular de Luís pela sua filha se mistura aos dramas das pessoas que pertencem a esse universo. Com belas imagens do interior do Marrocos em que o ambiente árido e montanhas íngreme revelam um road-movie  distópico à lá Mad Max. Me chamou atenção sensacional a sensacional trilha sonora de Kangding  Ray usa a música eletrônica para dar um sentido de tensão e melancolia. Mas o trabalho sonoro é um tremendo destaque em que as batidas  eletrônicas se tornam quase como som tribal. E também nas cenas de transporte o som dos carros é fundamental para a imersão do desejo dos personagens. Com um final tocante, Sirât é um grito dilacerante de pessoas buscando uma humanidade que cada vez vai se tornando pó. Seria um Mad Max dirigido pelo Lars von Trier. E isso é um grande elogio.