sábado, maio 19, 2007

Destaques nos cinemas

ZODÍACO
(Zodiac, EUA, 2007) de David Fincher
Suspense. No fim dos anos 60, dois jornalistas investigam a identidade de um serial killer que esta aterrorizando San Francisco.

MARCAS DA VIDA
(Red Road, Inglaterra/Dinamarca, 2006) de Andrea Arnold
Suspense. uma vigilante vê, durante o seu trabalho, um homem responsavel por uma tragedia pessoal, e parte para a vingança.
BAIXIO DAS BESTAS
(Brasil, 2007) de Cláudio Assis
Drama. Vários personagens se encontram em estórias cruas ambientadas na zona da mata de Pernambuco.

O HOSPEDEIRO(Gwoemul, Coréia do Sul, 2006) de Bonh Joon-Ho
Terror. Um monstro submerge de um rio poluído, e começa a atacar a cidade de Seul.

CÃO SEM DONO (Brasil, 2007) de Beto Brant e Renato Andrade
Drama. Um casal se conhece numa balada, mas não sabem se vão levar esse romance à diante.

ALÉM DO DESEJO (En Soap, Suécia/Dinamarca, 2006) de Pernille Fischer Christensen
Drama. A emocionante amizade entre um transexual e a sua vizinha.

sexta-feira, maio 18, 2007

Lançamentos em DVD

FELIZ NATAL (Joyeux Noël, França, 2005) de Christian Carion
Drama. Na primeira guerra mundial, uma batalha entre inimigos é cancelada pra comemorar o natal.


A MOÇA COM A VALISE
(La Ragazza Com La Valigia, Itália/França, 1961) de Valerio Zurlini
Drama. Um casal enfrenta as pressões sociais por serem de camadas sociais diferentes, ele é rico, enquanto ela é pobre.

SEGREDOS DA NOITE
(The Night Listener, EUA, 2006) de Patrick Steattner
Drama. Radialista conhece durante o seu trabalho um ouvinte seu que esta doente, mas que com o passar do tempo ele começa a desconfiar do rapaz.

segunda-feira, maio 14, 2007

Tela Super8: RADIOHEAD - Fake Plastic Trees

Clip da música Fake Plastic Trees do álbum The Bends (1995) da banda inglesa Radiohead. Essa canção faz parte da trilha sonora do filme – acredite se puder – As Patricinhas de Bervely Hills (Clueless, 1995) de Amy Heckerling. Essa escolha foi pessoal pois essa foi a primeira musica que eu escutei do Radiohead, e me apaixonei loucamente por essa banda, e essa canção mexe comigo - me deixa triste, calmo, melancólico.



Biografia: Akira Kurosawa

Akira Kurosawa nasceu em Tóquio, em 1910; e morreu em Setagaya, em 1998. Seu famoso Rashomon (Leão de Ouro, Veneza, 1951) já era resultado de uma obra densa e profunda, iniciada em 1943, preocupada com temas sociais e com o apuro técnico. Ele mesmo faz a montagem dos seus filmes, todos extremamente elaborados, já desde o roteiro. Seus temas vão de um amplo painel do Japão contemporâneo ao filme de época, passando por adaptações de clássicos como Shakespeare e Dostoievsky – todos vigorosos e surpreendentes, vários antológicos. Mas, segundo o próprio Kurosawa, “todo o diretor repete sempre a mesma coisa”. Ele afirma ainda: “Eu sempre quis responder a uma pergunta: por que os homens procuram ser mais felizes?” Principais obras: Rashomon (1951); Os Setes Samurais (1954); Yojimbo, o Guarda-costas (1961); Dersu Uzala (1975); Kagemusha, a Sombra de um Samurai (1980); Ran (1985).

Fonte: Video Guia 1988

sábado, maio 12, 2007

Adaptações: William Shakespeare

Considerado por muitos como o mais importante autor da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental, o poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616). Seus textos e temas permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras é impossível não ressaltar Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: "To be or not to be: that's the question" (Hamlet 3/1).
A primeira peça de Shakespeare se chama a Comédia dos Erros, que ele começou em 1590, terminando-a quatro anos depois, época em que ingressou na Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Desde então escreveu mais de trinta e oito peças, divididas entre comédias, tragédias e peças históricas. Além de fama, esses escritos trouxeram-lhe riqueza, uma vez que era sócio da companhia teatral. Jamais publicou suas peças, uma vez que como a dramaturgia não era bem paga, Shakespeare preferia que as mesmas fossem representadas. Com os recursos recebidos, adquiriu uma casa em Stratford, uma casa em Londres, além de outras propriedades.
Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elizabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância.
No ano de 1610, retornou para Stratford-upon-Avon, sua cidade natal, onde escreveu a sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Faleceu, em 23 de Abril de 1616, de causa ainda não identificada pelos historiadores.

No cinema: Hamlet é a obra máxima do autor, e por isso, sua adaptação é para profissionais como Laurence Olivier que adaptou em 1948 (ganhou o Oscar por esse feito). Mas foi Kenneth Branagh que adaptou na íntegra (com duração de quatro horas) em 1996. Outra obra famosa é Romeu e Julieta, que virou hit nos cinemas em 1968 pelas mãos do italiano Franco Zeffirelli. Em 1996, foi à vez do australiano Baz Luhrmann adaptar usando o texto original, mas o seu enredo se passa nos dias de hoje. Mas a mais famosa é o musical West Side Story – Amor, Sublime Amor de Robert Wise (1960), que se passa num subúrbio pobre de Nova Iorque nos anos 50.
Outras obras adaptadas: Henrique V, de Laurence Olivier (1945) e Kenneth Branagh (1989); Sonhos de Uma Noite de Verão, de Woody Allen (1982) e Ingmar Bergman (1955); Macbeth, de Orson Welles (1948) e Roman Polanski (1970); A Tempestade, de Paul Mazurski (1982) e Peter Greenaway (1992); Othello de Oliver Parker (1995) com Laurence Fishburg e Irene Jacob); e Ricardo III de Richard Loncraine (1995).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare

terça-feira, maio 08, 2007

A Rainha

O filme “A Rainha” conta a estória real de um dos momentos mais difíceis e tumultuados da trajetória da atual Rainha do Reino Unido, Elisabeth II. Em março de 1997, o parlamento inglês elege Tony Blair como primeiro-ministro da Inglaterra. Um homem com idéias de modernizar a constituição inglesa, além de ser um anti-monarquista. Mas o pior estaria por vir. Em agosto, o grande desafeto da rainha, sua ex-cunhada, Princesa de Gales, Diane, morre num acidente de carro em Paris. A sua morte comove o mundo, especialmente os súditos ingleses. Mas o que chama a atenção de todos é o comportamento da rainha, que se isola junto com os netos Phillip e Harry (filhos da Diane), e não percebe que o povo inglês precisa ser reconfortado também. Esse fato acaba desgastando a sua imagem.

O cineasta inglês Stephen Frears é um excelente profissional, mas nesse seu último trabalho, ele fez apenas um filme regular. Com uma bonita fotografia (do brasileiro Beatto) e trilha sonora idem, mas a melhor coisa do filme é o seu elenco (a especialidade do diretor). Principalmente Helen Mirren, a alma do filme. Mas o grande defeito do filme é que ele lembra demais uma produção da televisão (a cena que reconstitui o acidente da Diane é risível). Um fato estranho por se tratar de uma obra de um diretor de grande porte (Os Imorais; Ligações Perigosas; Amor Não Tem Sexo). Pelo menos ele teve a decência de não usar a música "Candle in the Wind" do Elton John (a preferida de Diane). Seria o fim.

segunda-feira, maio 07, 2007

Mais Estranho Que A Ficção

O filme “Mais Estranho Que A Ficção” conta a estória de um auditor fiscal da receita federal, em que o seu dia a dia é todo padronizado: a hora de acordar; o modo de escovar os dentes; o jeito de dar o nó na gravata. E ele sabe ate de quantos passos são de sua casa ate a parada de ônibus. Mas um dia, que deveria ser normal, ele escuta uma voz feminina que descreve com perfeição todos os seus atos. Como uma narrativa de um livro. O problema surge quando a narradora revela que ele vai morrer. Então, o coitado, desesperado, pede ajuda de um professor de literatura, afim de descobrir a identidade da autora, e impedir que a sua morte ocorra.

O diretor Marc Forster mostra mais uma vez toda a sua versatilidade nesse bom filme, depois de trabalhos tão diferentes como o pesado A Última Ceia, e o melodrama de época Em Busca Da Terra Do Nunca. O filme lembra demais os trabalhos do grande roteirista Charlie Kaufman, só que um pouco menos extravagante. Mas o filme perde pontos com o seu final que não condiz com o restante da trama, diminuindo o seu impacto. Mas o filme vale a pena pelo ótimo elenco, em que o comediante Will Ferrel(perfeito) rouba a cena de gente de peso como Dustin Hoffman e Emma Thompson.

sábado, maio 05, 2007

Perfume - A História de Um Assassino

O filme “Perfume – A História de Um Assassino” conta a estória de um homem que tem um dom extraordinário: o seu apurado olfato. E por essa característica tão peculiar, a sua presença ao mesmo tempo fascina como também causa repulsa. Ambientado na França do século XVIII, Grenouille nasceu numa feira de peixe imunda de Paris. Mas a sua vida é uma sucessão de desgraças. Logo ao nascer, sua mãe tentar lhe matar, afinal é mais uma boca pra alimentar. No entanto, ela é pega no flagra, e é enforcada. Assim, ele é mandado para um orfanato. Mas aos 13 anos, ele é enviado para um curtume fedido, em que com o passar dos anos, ele consegue sobreviver ao trabalho desumano. Como também se destacar nele. Por esse fato, ele ganha um novo posto em seu trabalho: entregar as encomendas (peles) em Paris. E na Cidade Luz, ele envereda aos mais extraordinários odores do qual nunca tinha sentido antes. Um fato que mudaria a sua vida para sempre. E selaria o seu triste fim.

Adaptação do famoso best-seller dos anos 80, o livro tinha a fama de ser inadaptável para o cinema (opinião de Kubrick e Scorsece). Afinal, a obra explorava com precisão o sentido olfativo do personagem. Como no cinema isso é impossível, o diretor apelou para outras armas: a visão e a audição. E se saiu muito bem. Com uma linda trilha sonora, visual esplêndido (a cena da colheita das lavandas é de cair o queixo), é perfeito para ser visto no cinema. Mas o filme me lembrou demais de “Edward – Mãos de Tesoura”. Como uma fábula medieval, os dois personagens vivem num mundo hostil. Mas se Edward tem um grande coração, Grenouille sente indiferença. E a atuação de Ben Whishaw é perfeita nessa tradução.