quinta-feira, junho 21, 2007

Destaques nos cinemas

DEPOIS DO CASAMENTO
(Efter Brylluppet, Dinamarca/Suécia, 2006) de Susanne Bier
Drama. Para ajudar um orfanato na Índia, um homem recebe ajuda financeira de um milionário mas com uma condição: participar do casamento de sua filha.




NÃO POR ACASO
(Brasil, 2007) de Philippe Barcinski
Drama. Dois homens obcecados por controle têm o seu destino cruzados por causa de uma tragédia.




UM CRIME DE MESTRE
(Fracture, EUA, 2007) de Gregory Hoblit

Suspense. Marido traído confessa que matou a sua esposa por motivo de defesa, mas o caso é mais complicado do que se imagina.






A MALDIÇÃO DA FLOR ENCANTADA
(The Curse Of The Golden Flower, China, 2006) de Zhang Yimou
Drama. Na China milenar, imperador se desestrutura por suspeitar de traição por parte de sua esposa e filhos.








PRINCESAS
(Princesas, Espanha, 2005) de Fernando León De Aranoas
Drama. Em meio à xenofobia na Espanha, prostituta espanhola faz amizade com uma prostituta de São Domingos.








LADY VINGANÇA
(Chinjeolhan Geumjassi, Coréia do sul, 2006) de Park Chan-Wook

Drama. Depois de cumprir pena de prisão injustamente, mulher busca se vingar do verdadeiro autor do crime.

quarta-feira, junho 20, 2007

Lançamentos em DVD

EUROPA
(Europa, Dinamarca/Suécia/França/Alemanha, 1991) de Lars Von Trier
Drama. Na Alemanha pós Segunda Guerra Mundial, um americano se vê dentro de uma trama perigosa.








BORAT – O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA
(Borat: Cultural Learnings Of America For Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, EUA, 2006) de Larry Charles
Comédia. Repórter do Cazaquistão recebe uma missão cedida pelo seu governo para ir aos EUA para fazer um documentário sobre o exótico modo de vida americano.


FELICIDADE
(Happiness, EUA, 1998) de Todd Solondz
Drama. Relata o cotidiano de três irmãs diferentes: uma dona de casa comum; uma escritora liberal e ninfomaníaca bem sucedida; e uma assistente social solitária e carente.





O HOMEM DUPLO
(A Scanner Darkly, EUA, 2006) de Richard Linklaker
Ficção científica. No futuro, um policial precisa descobrir de onde vem uma nova droga que esta em voga em Los Angeles.



NOTAS SOBRE ESCÂNDALO
(Notes On A Scandal, Inglaterra, 2006) de Richard Eyre
Drama. Professora autoritária faz chantagem com sua colega para que ela ceda as suas investidas amorosas.





MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO
(Stranger Than Fiction, EUA, 2006) de Marc Foster
Drama. Um homem percebe que é um personagem de um livro, e o pior, ele descobre que a “autora” tem mania de matar os seus personagens.





O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA
(Last King of Scotland, Inglaterra, 2006) de Kevin Macdonald
Drama. Relata a amizade entre um medico escocês e o ditador de Uganda, Idi Amim Dada, que começa a mostrar sinais de megalomania.

domingo, junho 17, 2007

Tela Super8: AIR - Playground Love

Clip da música Playground Love da dupla francesa Air, do filme As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 1999) de Sofia Coppola. Lindo trabalho de estréia dessa grande cineasta, que surpreende pela delicadeza e sensibilidade. Afinal o filme não fala da depressão, mas do difícil processo de amadurecimento; de percebermos que a vida é um jogo em que a gente um dia ganha e no outro a perde. E essa música ecoa isso; como é dificil colocar esse equilíbrio na nossa cabeça, nas nossas vidas.



http://www.youtube.com/watch?v=HRodB77sz8A&mode=related&search=

quinta-feira, junho 14, 2007

Biografia: Federico Fellini

Federico Fellini nasceu na Itália, em 1920 e morreu em 1993. Seus primeiros filmes têm o naturalismo e a preocupação social do neo-realismo: Os Boas-Vidas (1953) com Alberto Sordi; A Estrada da Vida (1954), com Giulietta Massina e Anthony Quinn; A Trapaça (1955), com Broderick Crawford. Já nesses filmes aparece seu estilo barroco exuberante, com muito de “ópera de buffa” (e aqui vale a tradução literal, “trabalho de palhaço”...) “O cinema se parece muito com o circo”, diz Fellini, que abandonou os meandros neo-realistas e vai para os estúdios da fantasia, onde constrói artificialmente um espantoso universo visionário, colorido. Fellini é perfeito na criação de tipos fortes, gente aparentemente louca mas que vive à nossa volta, na vida diária. Mantém suas fantasias na fronteira entre o melodrama e a tragédia, entre a ópera e o naturalismo. Sempre angustiado, ele diz: “Os homens vivem ao lado uns dos outros sem perceber a sua solidão, sem nunca estabelecer entre si relações verdadeiras”. Fellini é um dos poucos diretores que o público conhece pelo nome sem dificuldades. Noites de Cabíria (1957) com Giulietta Massina; A Doce Vida (1960) e seu fantástico Oito e Meio (1962), ambos com Marcello Mastroianni, foram inesquecíveis sucessos artísticos e comerciais. Depois ele fez Julieta dos Espíritos (1965), com Giulietta Massina, homenagem sentimental à atriz, sua mulher; este suave sonho autobiográfico, Amarcord (1973), com Sandro Febretti, Magali Noel, Bernard Blier. E La Nave Va (1983), com Fred Jones e Barbara Jefford, também sucesso comercial.

Fonte: Video Guia 1988

terça-feira, junho 12, 2007

Adaptações: Graciliano Ramos

Graciliano Ramos nasceu em Quebrangulo-Alagoas em 1892 e morreu no Rio de Janeiro em 1953, e é considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX por causa do estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas de sua literatura. Sua vida profissional começou como jornalista, mas em seguida adentrou na carreira de político, onde virou prefeito no interior de Alagoas. Mas a experiência não foi bem sucedida, pois o seu estilo de administrar não era bem visto (ele era opositor ao governo de Gétulio Vargas), e então voltou ao jornalismo. Foi nesse período que ele escreveu obras importantes como Caetés (1933); São Bernado (1934); Angústia (1936) – por muitos, a sua melhor obra; Vidas Secas (1938). Em 1953, foi publicado postumamente as suas memórias quando foi preso durante a era Vargas que foi titulado Memórias de um Cárcere.
Outras obras: A Terra dos Meninos Pelados (1939); Brandão Entre o Mar e o Amor (1942); Histórias de Alexadre (1944); Infãncia (1945); Histórias Incompletas (1946); Insônia (1947); Viagem, póstuma (1954); Linhas Tortas, póstuma (1962); Viventes das Alagoas, póstuma (1962); Alexandre e Outros Hérois, póstuma (1962); Cartas, póstuma (1980); O Estribo de Prata, póstuma (1984); Cartas a Heloísa, póstuma (1992).

NO CINEMA: o grande tradutor da literatura de Ramos foi, sem dúvida nenhuma, Nelson Pereira dos Santos com o belo Vidas Secas, sensação no Festival de Cannes de 1963 (até a cadela que faz a antológica Baleia rouba a cena), e o formidável Mémorias de um Cárcere de 1983 com Carlos Vereda. Outra excelente adaptação foi São Bernardo feito por Leon Hirszman em 1973, com ótima atuação de Othon Bastos.

domingo, junho 10, 2007

Pequena Miss Sunshine

O filme “Pequena Miss Sunshine” conta a estória de uma garotinha chamada Olive que ganha a chance de participar de um concurso de miss infantil intitulado Miss Sunshine a ser realizado a mais de mil quilômetros de sua casa. Por causa da distância e da escassa condição financeira de sua família, a sua mãe decide levar a filha para o concurso junto com a sua excêntrica família numa velha kombi amarela. E vai ser nessa viagem que a família de Olive vai por em cheque as suas diferenças: o avô viciado em drogas que adora pornografia; o pai estressado que esta na expectativa de lançar um programa de auto-ajuda; o tio que tentou o suicídio depois de levar um pé na bunda do namorado jovem; e o seu irmão mais velho que fez voto de silêncio depois de ler as obras do filósofo alemão Friedrich Nietzche.

O primeiro filme da dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris surpreende pelo ritmo contagiante, e personagens carismáticos. Em destaque para a atuação da garotinha feita pela Abigail Breslin, que tá uma gracinha. Mas o filme comove pela gama de temas que são explorados: a importância da família; a obsessão pelo sucesso; a perda da inocência e identidade da juventude nos dias atuais; a exarcebação da sexualidade nos concursos de miss infantis (uma obsessão nos Estados Unidos); e a importância de arriscar em certos momentos de nossa vida. Com uma bela fotografia, afinal é um road-movie, explora com inteligência as belezas naturais das estradas americanas; mas o que fica gravado na memória é a trilha sonora perfeita de Mychael Danna e Devotchka (que por mistérios da vida não foi indicado ao Oscar).
Tem um diálogo que resume o filme: logo no início do filme, todos os personagens estão reunidos no almoço, quando Olive questiona o motivo da tentativa de suicídio do tio; ele responde que fez isso por ter levado um fora do namorado, um garoto. Então ela responde surpresa: “Você fez isso por causa de um garoto? Meu Deus, mas como você é bobo!”.

sexta-feira, junho 08, 2007

Short Cuts - Cenas da Vida

O filme “Short Cuts – Cenas da Vida” conta a estória do cotidiano comum de várias pessoas, de camadas sociais diferentes, que vivem em uma Los Angeles que esta prestes a ser invadida por uma praga de moscas: o médico que tem ciúme de sua esposa; o policial casado que tem um caso com uma mulher recém-divorciada de um piloto; a falta de comunicação entre mãe cantora e filha violonista; três pescadores encontram um corpo num rio; a relação entre o limpador de piscinas e sua esposa que trabalha no tele-sexo; o casal que cuida da casa do vizinho; a relação de uma garçonete e o seu companheiro preguiçoso; o casal que sofre com o inusitado atropelamento de seu filho.

Vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza 1993, e indicado ao Oscar de melhor direção, Short Cuts é considerado o ultimo grande filme do mestre americano Robert Altman. Extremamente realista, mas puxado para o humor negro e a amargura, Altman registra o cotidiano típico dos subúrbios de Los Angeles com uma precisão cirúrgica, mostrando vidas tão comuns que podem ser encontradas em qualquer grande metrópole do planeta. Mas vale ressaltar que por ser uma obra de Altman, pode incomodar aos mais tradicionais, já que o americano é econômico nos movimentos de câmera, e exibe os seus personagens de forma realista, fria e crítica. E Short Cuts é isso, puro voyagerismo.
Obs: para quem assistiu e adorou Magnólia, é inevitável fazer comparações com Short Cuts. Especialmente o seu final. Mas eu prefiro Magnólia, por causa de sua ousadia, energia.

segunda-feira, junho 04, 2007

Histórias Proibidas

O filme “Histórias Proibidas” conta duas estórias divididas em dois atos chamados de Ficção e Não Ficção. Em Ficção, mostra uma estudante de literatura, e o seu envolvimento com um colega de classe, e com o seu professor. Já em Não Ficção, um fracassado quer virar um documentarista. E o seu projeto de estréia é sobre a juventude americana, em que o seu alvo é um típico adolescente problemático e a relação que ele tem com a sua família “perfeita”.

Mas uma vez, o diretor Todd Solondz mostra o universo de personagens em que a sociedade americana considera como um bando de fracassados ou losers. Mas o diretor mostra também uma sociedade dividida entre raça e classe social. No ponto de vista do diretor, ele explicita a idéia do dominado e dominador (o professor negro curra a aluna branca). Como também a idéia do superior e inferior (a relação da criança branca classe média e a empregada latina de sua casa). Alias, as melhores cenas do filme são justamente quando mostra a conversa entre o menino e a empregada. Num momento, o garoto questiona sobre as mazelas da vida da empregada. E ela responde que isso aconteceu porque Deus quis. Então o garoto pergunta-lhe: - “Você acredita em Deus?”. E ela responde totalmente decepcionada: - “Não!”. Eu acho que essa seria a resposta do diretor sobre a sociedade americana, em que ele está decepcionado com essas pessoas, com as suas atitudes e suas vidas mesquinhas. Não é pra menos que esses dois personagens mostram um comportamento pitoresco depois desse diálogo. É cada um por si, e Deus contra todos.