quarta-feira, dezembro 19, 2007

Notas do Blog

O ano esta terminando, e o dono desse blog deseja a todos que leram e deixaram a sua opinião um feliz natal e um ótimo ano novo, cheio de saúde e paz. E principalmente de bons filmes, afinal começa a temporada do Oscar 2008.
BOAS FESTAS!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Destaques nos cinemas

O SOBREVIVENTE
(Rescue Dawn, EUA, 2006) de Werner Herzog
Drama. Piloto americano cai num país asiático que esta prestes a entrar numa guerra, o que faz testar toda sua capacidade de sobrevivência num mundo hostil.




IMPÉRIO DOS SONHOS
(Inland Empire, EUA, 2007) de David Lynch
Drama. Atriz e personagem se confudem numa adaptação de um antigo filme maldito.






CONDUTA DE RISCO
(Michael Clayton, EUA, 2007) de Tony Gilroy
Drama. Advogado entra em choque ético quando tenta combater a corrupção de uma corporação.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Lançamentos em DVD

EXÓTICA
(Exotica, Canadá, 1994) de Atom Egoyan
Drama. Num clube nortuno chamado Exotica, três personalidades distintas se encontram.




O ULTIMATO BOURNE
(The Bourne Ultimatum, EUA, 2007) de Paul Greengrass
Ação. O ex-agente Jason Bourne tenta decifrar o seu misterioso passado, e ao mesmo tempo, caça os responsáveis que querem a sua eliminação.






NAÇÃO FAST FOOD
(Fast Food Nation, EUA, 2007)
Drama. Gerente de um fast food esconde as péssimas condições do seu estabelecimento, além de usar imigrantes ilegais na sua mão-de-obra .

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Tela Super8: Alien - O Oitavo Passageiro

Trailer do filme Alien - O Oitavo Passageiro (Alien, EUA/Inglaterra, 1979) de Ridley Scott. Sem dúvida nenhuma uma aula de trailer, afinal mostra com fidelidade impressionante o estilo claustrofóbico do filme, sem apelar para diálogos e sem mostrar, logo de cara, o monstro assassino. E o seu slogan é clássico: "No espaço, ninguém escutará os seus gritos."






terça-feira, dezembro 04, 2007

Biografia: Charles Chaplin

Charles Chaplin nasceu perto de Londres em 1889. Morreu na Suíça em 1977. De uma família de atores, teve uma infância pobre nas ruas de Londres, onde aprendeu a tradição da pantomima inglesa, trabalhando, ainda criança, em music halls. Começou seus filmes curtos e mudos nos EUA em 1913. cinco anos depois estava terminada a construção de Carlitos, com que o Chaplin atingiu a dimensão de seu gênio. Suas idéias, como seus filmes, valem ate hoje! “A humanidade não se divide em heróis e traidores mas, simplesmente, em homens e mulheres. Suas paixões, boas ou más, formam a sua natureza.” um desses homens formados pelas paixões foi Carlitos, o vagabundo sempre à procura do seu destino, sempre seguro da sua dignidade. “Eu acredito na liberdade. Essa é toda a minha politica. Sou pelos homens, essa é a minha natureza. Não acredito na mímica, acredito no estilo. Não tenho qualquer missão. Meu objetivo é somente alegrar as pessoas.”
Chaplin teve uma vida atribulada. Nasceu pobre; morreu milionário; casou várias vezes; foi perseguido pelo marcatismo e pela Igreja americana. Atribulações que colocou em seus filmes, sempre fiel à necessidade de elaboração das cenas e ao direito de viver em liberdade.

Video Guia 1988

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Stardust - O Mistério da Estrela

O filme “Stardust – O Mistério da Estrela” conta a estória de um rapaz chamado Tristan, que vive num lugar distante e isolado – cheio de regras e contravenções. Tristan, que tem um passado misterioso, é perdidamente apaixonado pela bela Victoria, uma garota já comprometida e que esta prestes a se casar. Mas Tristan não perde as esperanças de conquistar a amada e a convida para um picnic numa noite. Nesse picnic, eles testemunham uma estrela cadente. Tristan, para provar o seu amor por Victoria, faz uma promessa de ir atrás da estrela, e entregar-las nas mãos da amada. O que ele não imaginava é que a estrela é uma mulher chamada Yvaine, e que ela esta sendo caçada por uma bruxa e pelos herdeiros de um reinado.

O filme de Matthew Vaughn é um conto de fadas juvenil irreverente que brinca com este gênero; algo próximo do ótimo A Princesa Prometida. Mas Stardust abusa nos efeitos visuais e no desenho de produção quase exagerado. Os seus personagens principais são bobinhos, como acontece nesse tipo de filme, mas não compromete com o resultado final. Porém, os personagens secundários roubam a cena e salvam o filme da chatice. Michelle Pfeiffer esta hilária e linda no papel da bruxa que busca a juventude eterna. Mas o destaque vai mesmo para o Robert De Niro no papel do Capitão Shakespeare, um machão grosseiro, mas que no fundo é um homem sexualmente enrustido. É esse humor que salva o filme da chatice.

domingo, dezembro 02, 2007

O Vigarista do Ano

O filme “O Vigarista do Ano” conta a estória real de Clifford Irving, um escritor fracassado, que ao descobrir que a sua última obra vai ter uma distribuição pequena, o que fere o seu ego e auto-estima, cria um plano para dar a volta por cima. Ele alega a sua editora que recebeu uma grande missão: escrever a biografia do bilionário excêntrico Howard Hugues. É claro que isso é mentira, ele nunca viu Howard Hugues na vida. Mas com a ajuda do amigo escritor/pesquisador Dick Susskind, ele leva essa mentira adiante. Ao mesmo tempo ele perde o controle de si, e as pessoas que estão em sua volta.




Baseado num acontecimento verídico que ocorreu no início dos anos 70, O Vigarista do Ano mergulha no universo de uma pessoa que cria uma mentira, uma ilusão, e depois se perde nela. Numa fronteira que a verdade e a imaginação se misturam.
O diretor Lasse Hallström (Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador, Chocolate) faz um trabalho regular, já que o seu estilo choca um pouco com a narrativa. Resumindo: o cineasta sueco é um contador de estórias tradicional, sem ousadias. E é isso que falta no filme. Se bem que escalar Richard Gere (numa boa atuação) como protagonista para esse tipo de filme é uma jogada de risco. Mas o diretor e o ator se saíram bem nisso. Mas a melhor coisa do filme é o seu ótimo desenho de produção, algo comum nas produções de Hollywood.

sábado, dezembro 01, 2007

Flores Partidas

O filme “Flores Partidas” conta a estória de Don Johnston, um homem que enriqueceu no mercado de informática, mas que por ironia do destino, não tem um computador em sua casa. Essa aversão se manifesta pessoalmente, por ele ser uma pessoa extremamente solitária, que enfrenta a vida de forma sem graça, que até a sua namorada não agüenta, e o larga. Porém, ele recebe uma carta informando que ele tem um filho de 19 anos, e que saiu de casa em busca do pai. Com o apoio do vizinho, Don vai atrás de suas antigas namoradas para encontrar o suposto filho.

Darling do cinema independente americano dos anos 80, o cineasta Jim Jarmusch volta em boa forma nesse filme. Se ele passou a década de 90 no ostraísmo; foi com esse projeto que ele saiu do casulo – ironicamente como o personagem do filme. Mas o filme não seria o mesmo sem a ótima atuação de Bill Murray, num papel sob medida ao seu talento. Jarmusch mostra com leveza a solidão tanto de Don quanto de suas ex-namoradas. E também como é difícil sair dessa situação, além das inevitáveis surpresas da vida.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Destaques nos cinemas

VALENTE
(The Brave One, EUA/Austrália, 2007) de Neil Jordan
Drama. Depois de sofrer de um ato violento, mulher se revolta e começa a buscar justiça com as próprias mãos.






A VIA LÁCTEA
(Brasil, 2007) de Lina Chamie
Drama. Numa São Paulo caótica, homem se desespera ao saber que a sua amada lhe deixou.







PLANETA TERROR
(Planet Terror, EUA, 2007) de Robert Rodriguez
Terror. Grupo tenta sobreviver a uma cidade infestada de zumbis.








O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD
(The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, EUA, 2007) de Andrew Dominik
Drama. Narra a estória real do ex-soldado da guerra da Secessão, Jesse James, que com o tempo se transformou num dos bandidos mais famosos dos EUA.



NO VALE DAS SOMBRAS
(In The Valley of Elah, EUA, 2007) de Paul Haggis
Drama. Pai americano investiga o verdadeiro paradeiro de seu filho, um soldado desaparecido que lutou na Guerra do Iraque.







MUTUM
(Brasil, 2006) de Sandra Kogut
Drama. No meio do sertão, pai e filho não conseguem se entender.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Lançamentos em DVD

RATATOUILLE
(EUA, 2007) de Brad Bird e Jan Pinkava
Desenho animado. Em Paris, um rato se refugia num famoso restaurante, e acaba se encantando pela gastronomia francesa.






NA MIRA DO INIMIGO
(L´Ennemi Intime, França, 2007) de Florent Emilio Siri
Drama. Narra os horrores da guerra pela indepedêndia da Argélia, que até meados do século XX, pertencia a França.






A MUNDANA
(A Foreign Affair, EUA, 1948) de Billy Wilder
Comédia. Na Berlim pós-Segunda Guerra Mundial, americana que faz parte de um grupo de congressistas, quer descobrir quem protege uma cantora local, que já fora amante de um membro da SS.




ELES NÃO USAM BLACK-TIE
(Brasil, 1981) de Leon Hirszman
Drama. Pai e filho entram em choque, ao mesmo tempo, surge uma greve sindical no caminho dos dois.










PARIS, TE AMO
(Paris, Je T´Aime, França, 2006) de Affonso Cuarón, Gus Van Saint, Walter Salles,...
Drama. Várias estórias que tem como cenário a capital francesa Paris.




CORRENDO COM AS TESOURAS
(Running With Scissors, EUA, 2006) de Ryan Murphy
Comédia. Nos anos 70, mãe esquizofrênica entrega seu filho ao seu psicólogo, porém o garoto percebe que a família do psicólogo é mais doida do que a sua.

sábado, novembro 10, 2007

Tela Super8: BLUR - The Universal

Clip da música The Universal do álbum The Great Escape (1995) da banda inglesa Blur, dirigido pelo futuro cineasta Jonathan Glazer (o realizador de Sexy Beast e Reencarnação) que faz uma homenagem ao clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica (1971). Críticos ingleses consideram essa canção como umas das mais bonitas dos anos 90.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Biografia: Jean-Luc Godard

Jean-Luc Godard, nascido em Paris em 1930, ex-crítico da Cahiers du Cinéma – heterodoxa mas carismática revista dos anos 50/60 – é um dos grandes nomes da chamada nouvelle vague. Seu primeiro filme foi Acossado (1959), com Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg (em ótimas interpretações, no estilo “desleixado” da nouvelle vague). Conta a estória de um ladrão que se volta contra tudo, ao sabor das circunstâncias e sem o romantismo cético dos “rebeldes sem causa”, interpretados por James Dean em Juventude Transviada (1955) ou Marlon Brando em O Selvagem (1953). Já a partir de Acossado, Godard foi considerado um gênio por alguns (especialmente pela juventude de esquerda sem partido) e, ao mesmo tempo, detestado por outros. Acossado mostra também as características de Godard como diretor; estilo nervoso e despojado, grande desenvoltura no uso das técnicas de expressão, procura constante de inovações formais ousadas – talentosas para alguns, irritantes para outros. O tema da liberdade “anárquica” e a técnica baseada na ousadia formal, quer se goste disso ou não, criaram um outro filme envolvente: Viver a Vida (1962), com Ana Karina, a estória de uma jovem que procura a liberdade pela liberdade. Em 1963, Godard fez um filme mais elaborado, no sentido clássico, em tons quase de tragédia: O Desprezo, com Brigitte Bardot, Michel Piccoli, Jack Palance, e uma ponta do diretor alemão Fritz Lang (1880 – 1976). Para quem não aprecia o Godard habitual, este é o seu filme menos detestável, até assistível. Ainda em 1963, Godard fez Tempo de Guerra. O diretor excede a si próprio na ousadia formal – novamente, o filme é delirantemente belo, para quem aprecia sua direção ou simplesmente irritante pela falta de talento. Os filmes de Godard, detestáveis ou geniais, não são redutíveis a uma única visão: fazem parte da cultura ou contracultura dos anos 60 e 70. por exemplo, A Chinesa (1967), com Jean-Pierre Léaud, fala interminavelmente de situações que levariam à explosão revolucionária dos estudantes franceses, em maio de 1968.

Video Guia 1992

terça-feira, novembro 06, 2007

Adaptações: Hans Christian Andersen

O poeta e escritor infantil Hans Christian Andersen nasceu em 02 de abril de 1805 em Odense, Dinamarca. Vindo de uma família pobre, desde de cedo teve gosto pela arte; especialmente o teatro e a literatura. A sua formação humilde foi fundamental para a criação de estórias que falavam do preconceito, e da diferença entre as pessoas.
Aos 14 anos, Andersen foi para a capital da Dinamarca, Copenhage, onde trabalhou no Teatro Real como ator e escritor. Em 1828, ele conseguiu entrar na Universidade de Copenhage, mas já se estabelecera como escritor. Em 1835, ele escreveu O Improvisador, seu primeiro romance de sucesso internacional. Nesse mesmo período, ele começou a escrever contos infantis até 1872, ramo que reservou o seu nome entre os grandes escritores de todos os tempos. Andersen morreu em 04 de agosto de 1875 em Compenhage. Suas obras mais consagradas são: O Abeto; O Patinho Feio (1843); Caixinha de Surpresas; Os Sapatinhos Vermelhos; O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio; O Soldadinho de Chumbo (1838); A Pequena Sereia (1836); A Roupa Nova do Rei (1837); A Princesa e a Ervilha (1835); dentre outros.
Ele também escreveu romances como Nada Como um Menestrel (1837); Livro de Imagens sem Imagens (1840); e o autobigráfico O Romance da Minha Vida (1847).

NO CINEMA: o curta de animação The Little Matchgirl (EUA, 2006) de Roger Allers; o desenho animado Putz! A Coisa Tá Feia... (The Ugly Duckling and Me!, Alemanha/Dinamarca/França/Inglaterra/Irlanda, 2006) de Michael Hegner e Karsten Killerich; a Disney adaptou o desenho musical Fantasia 2000 (Fantasia/2000, EUA, 1999) de James Algar, Gaëtan Brizzi, Paul Brizzi, Hendel Butoy, Francis Glebas, Eric Goldeberg, Don Hahn e Pixote Hunt, o longa-metragem de animação A Pequena Sereia (The Little Mermaid, EUA, 1989) de Ron Clements e John Musker e o curta musical O Patinho Feio (1939) de Jack Cutting; ainda tem o longa infantil A Rainha da Neve (Lumikuningatar, Filândia, 1986) de Päivi Hartzell; e o clássico musical Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, Inglaterra, 1948) de Michael Powell e Emeric Pressburger.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Tropa de Elite

O filme “Tropa de Elite” conta a estória do Capitão Nascimento, membro do BOPE (Batalhão de Operações Especiais), uma espécie de polícia especial que age em áreas em que a polícia comum não atua. O BOPE é chamado para diminuir a criminalidade das favelas cariocas, durante a visita do Papa ao Brasil, em meados de 1997. Durante esse período, Capitão Nascimento recebe uma nomeação para um posto maior na hierarquia do BOPE. Mas ele só vai fazer isso quando conseguir encontrar um substituto a sua altura. E essa vaga pode ser almejada pelos policiais Neto e Matias.

Impressionante estréia do documentarista José Padilha na ficção, algo incomum no cinema nacional, especialmente pela segurança e ótimo apuro técnico visual. Mas isso Padilha deve dar crédito a sua equipe – roteirista, montador – são os mesmos do filme Cidade de Deus. O que garante um espetáculo de primeira. Além do ótimo elenco, especialmente Wagner Moura e André Ramiro (ator amador que arrasa no seu primeiro trabalho).
Mas o filme vale mesmo por cutucar feridas que todos nós conhecemos: a falta de ética e moral nas corporações públicas e na sociedade. E faz uma crítica ao cinema brasileiro, afinal é comum em nossas produções uma visão mais “humana” e até romântica dos marginais; enquanto que a polícia aparece quase sempre como bandido ou algo do gênero. Essa inversão de valores mostra exatamente como é a nossa sociedade. Não sabemos quem é o bandido e o mocinho. O certo e o errado. E é nesse ambiente caótico que devemos descobrir o que é o correto, o justo; para enfim, construir uma sociedade, um pais mais digno.

sábado, novembro 03, 2007

Um Jogo de Vida e Morte

O filme “Um Jogo de Vida e Morte” conta a estória de um escritor famoso e rico que convida para a sua mansão o cabeleleiro de sua esposa. Nesse encontro, fatos são revelados: o cabeleleiro, na verdade, é amante da esposa do escritor – que informa ao marido traído que ela quer o divórcio. Mas o escritor não cede tão facilmente a esse fato. No fundo, ele elaborou um plano para que o cabeleleiro roube as jóias de sua esposa, para que ele fique com o dinheiro do seguro das jóias. Mas o plano não é tão simples assim, o que acaba provocando situações inesperadas; num verdadeiro jogo de gato e rato entre os dois.

Adaptação do filme Trama Diabólica ou Jogo Mortal (1972), último filme de Joseph L. Mankiewcz (A Malvada), em que Michael Caine atuou, mas fazendo o papel do Jude Law neste trabalho do diretor/ator Kenneth Branagh. Extremamente teatral, Branagh não foi tão feliz nesse seu trabalho; ao contrário de Mankiewcz, que fez um filme eletrizante. Mas nessa nova adaptação, Caine e Law se saem bem nas atuações; o problema é que o filme é teatral demais (o diretor poderia ter ousado mais). Mas Branagh explora bem a cenografia high-tech da mansão, e na ótima trilha sonora (recursos para poder surpreender e encantar o público), mas o diretor só ficou na promessa. Uma pena.

sexta-feira, novembro 02, 2007

O Silêncio dos Inocentes

O filme “O Silêncio dos Inocentes” conta a estória da estagiária do FBI, Clarice Starling, que é designada a interrogar o brilhante psiquiatra Dr. Hannibal Lecter, um psicopata que tem o hábito de matar e comer suas vítimas. A missão de Clarice é descobrir a verdadeira identidade de um psicopata apelidado de Bufallo Bill, por causa do seu hábito de matar e tirar a pele de suas vítimas – o que esta aterrorizando o país. Clarice sabe que Bufallo foi paciente de Lecter, mas para que ela consiga descobrir o nome do psicopata, acaba aceitando uma proposta perigosa de Lecter: ela vai comentar o seu passado, seus traumas para Lecter (como se fosse sua paciente); e ele, aos poucos, vai dando pistas sobre a identidade de Bufallo, num jogo de gato e rato.



A obra-prima de Jonathan Demme é, sem dúvida alguma, um dos maiores suspenses realizados na história do cinema.
Este foi o primeiro filme da minha vida que eu saí do cinema fascinado pela obra – nunca esqueço: assisti no cinema do Baloon Center, mês de julho de 1991, numa segunda-feira, na sessão das 18:00 horas. Pra mim, O Silêncio dos Inocentes foi uma experiência extrema, que me apaixonei pela estória, pelo seu universo, pela astúcia da personagem Clarice (que me identifiquei de imediato). Além da atuação assombrosa e hipnótica de Anthony Hopkins, que é de tirar o fôlego. Um filme que, na época, me lembrou o universo de Veludo Azul, outra obra fascinante que eu tinha assistido na mesma época. Afinal, eu tinha 14 anos, e a minha visão do mundo era muito cor de rosa; e de repente, aparece O Silêncio dos Inocentes que me mostra o caos, a doença, a loucura, o desvario. Eis uma obra que sempre me marcou, e é um prazer enorme rever esse filme genial.

domingo, outubro 14, 2007

Destaques nos cinemas

TROPA DE ELITE
(Brasil, 2007) de José Padilha
Drama. Em 1997, um veterano do BOPE procura um substituto, no momento em que o papa visita o Rio de Janeiro.






STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA
(Stardust, EUA/Inglaterra, 2007) de Matthew Vaughn
Aventura. Um rapaz promete a sua amada que vai buscar uma estrela para ela em um lugar remoto, mas essa missão é mais difícil que ele imaginava.





GARÇONETE
(Waitress, EUA, 2007) de Adrienne Shelly
Drama. Garçonete e confeteira busca uma nova "inspiração" para os seus dotes culinários.






O PASSADO
(El Passado, Brasil/Argentina, 2007) de Hector Babenco
Drama. Jovem tradutor mulherengo, não consegue se separar de sua primeira esposa, que lhe aparece como fantasma durante a sua vida.

sábado, outubro 13, 2007

Lançamentos em DVD

C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR
(C.R.A.Z.Y., Canadá, 2005) de Jean-Marc Valée
Drama. Na década de 70, um jovem não consegue se entrosar com a sua família e, ao mesmo tempo, tem dificuldade de procurar a sua própria identidade.





COMÉDIA DO PODER
(L´ivresse Du Pouvoir, França/Alemanha, 2007) de Claude Chabrol
Drama. Juíza e um empresário rico brigam num caso que envolve corrupção e luta pelo poder.





MR. VINGANÇA
(Boksuneun Naui Geot, Coréia do Sul, 2002) de Chan-Wook Park
Drama. Homem desesperado sequestra uma pessoa, para que o dinheiro do resgate seja usado num transplante de rim.






UM CRIME DE MESTRE
(Fracture, EUA/Alemanha, 2007) de Gregory Hobut
Suspense. Homem rico é acusado de matar a sua esposa infiel, mas o caso é cheio de reviravoltas.






MARCAS DA GUERRA
(Sorstalasang, Hungria/Alemanha/Inglaterra, 2005) de Lajos Koltal
Drama. Durante a Segunda Guerra Mundial, garoto é levado a um campo de concentração nazista.





QUEBRA DE CONFIANÇA
(Breach, EUA, 2006) de Billy Ray
Suspense. Um novato do FBI tem a missão de vigiar um colega veterano, suspeito de vazar informações sigilosas.

domingo, outubro 07, 2007

Tela Super8: O Casamento de Muriel

Cena do filme O Casamento de Muriel (Muriel´s Wedding, Australia, 1995) de P. J. Hogan, em que as ótimas atrizes Toni Colletti e Rachel Griffiths tiram sarro dos antigos clips da banda escandinava ABBA, ao som da música Waterloo. Na minha opinião, umas das melhores comédias dos anos 90. Imperdível.




sábado, outubro 06, 2007

Biografia: Orson Welles

Orson Welles nasceu e morreu nos EUA (1915-1985). Revolucionou o cinema, contestou a sociedade moderna sem filiar-se a nenhuma corrente ideológica e não se preocupou em ganhar dinheiro ou fama. Descobriu novas potencialidades nos recursos de expressão já conhecidos; levou a trilha sonora à importância que ela merecia, adaptando-a ao ritmo da montagem; recuperou a imagem em movimento – cenários, objetos isolados, detalhes, atores – como substância fundamental do cinema. O tema que marca a sua obra é o poder como necessidade inescapável mas incapaz de garantir a comunicação. Seu primeiro filme, Cidadão Kane (1941), com ele próprio e Joseph Cotten, foi o ponto máximo de sua obra e inaugurou uma nova era. Um repórter tenta reconstruir a história de um magnata da imprensa que, ao morrer, pronuncia uma única palavra: Rosebud (botão de rosa), nome do trenó em que passeava quando criança. Kane é o retrato de Welles por ele mesmo, e é assustador, porque revela um fato que se faz e se desfaz, sem levar a parte alguma, sem nada revelar. E é desse modo que o filme é conduzido: cada personagem entrevistado tem uma visão diferente, mas nenhum “conhece” Kane de fato.
Welles utiliza em Cidadão Kane elementos do expressionismo na tradição do diretor alemão Fritz Lang (1890-1976); e a grandeza plástica, sentido da montagem e valorização dos cenários, como o diretor russo Sergei Eisenstein (1898-1948). Esses elementos aparecem também em A Dama de Shangai (1948), com Welles e Rita Hayworth, um policial de grande beleza, mas um fracasso de público que serviu de pretexto à expulsão de Welles de Hollywood. Produtores da capital do cinema já tinham mutilado com uma remontagem aleatória seu filme Soberba (1942), com Joseph Cotten e Anne Baxter. Na Europa, Welles filmou em condições precárias Macbeth (1947/1950) e Othelo (1952), Mr. Arkadin (1956), com Welles, Michael Redgrave, Patricia Medina, Akim Tamiroff – policial de grande força.
De volta aos EUA, fez A Marca da Maldade (1958), com Welles - talvez em sua maior interpretação – Charlton Heston, Janet Leight, Akim Tamiroff, Marlene Dietrich (numa aparição rápida, mas inesquecível). Um policial trágico, surpreendente pela presença obsessiva dos objetos de cenário e pelo uso de lentes que deformam o espaço. Novamente na Europa, filmou O Processo (1962), com ele e Anthony Perkins, baseado no romance de Franz Kafka.


Fonte: Video Guia 1988

sexta-feira, outubro 05, 2007

Adaptações: Jane Austen

Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775 em Steventon, Inglaterra; e morreu aos 42 anos em 28 de julho de 1817 em Winchester, também na Inglaterra. Considerada pela crítica literária como a primeira romancista moderna da literatura inglesa ao tratar do cotidiano das pessoas comuns com aguda percepção psicológica e uma dose de ironia - o que dá uma leveza as suas narrativas literárias. Suas principais obras são: Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility) de 1811; Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) de 1813; e Mansfield Park de 1814. E duas obras póstumas: Abadia de Northanger (Northanger Abbey); e Persuasão (Persuasion). Ambos de 1818.

NO CINEMA: Razão e Sensibilidade (EUA/Inglaterra, 1995) dirigido magistralmente por Ang Lee; Emma (EUA, 1996) de Douglas McGrath, e podemos considerar também O Fabuloso Destino de Amélie Poulian (França, 2001) de Jean-Pierre Jeunet uma adaptação livre e excêntrica da mesma obra; Palácio das Ilusões (EUA, 1999) de Patricia Rozema, adaptação da obra Mansfield Park; Persuasão (Inglaterra/EUA/França, 1995) de Roger Michell; e finalmente Orgulho e Preconceito, que teve duas adaptações famosas em 1940 dirigido por Robert Z. Leornad, e em 2005 por Joe Wright.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Possuídos

O filme “Possuídos” conta a estória de uma mulher solitária chamada Agnes que vive num motel barato de beira de estrada – no meio do nada. O problema é que o seu ex-marido acabou de sair da cadeia, o que a deixa aflita, pois ele é possessivo e violento. Para confortá-la dessa situação, a sua melhor amiga manda um conhecido seu, Peter, para ficar com ela por uma noite, uma forma de protege-la se o seu ex-marido aparecer. Porém, Peter tem hábitos excêntricos, especialmente em relação a insetos.

Obra perturbadora do diretor William Friedkin (Operação França; O Exorcista), que finalmente acerta a mão num projeto interessante, depois de duas décadas fazendo trabalhos irregulares. Nesse misto de suspense/terror com drama psicológico, o diretor mostra a vida de uma mulher amarga e vazia, que aceita a condição de viver num mundo solitário, sem vida, sem graça. E que por fatores externos (Peter, a volta do seu ex-marido) e internos (a culpa pelo desaparecimento do seu filho), ela mergulha num mundo sem volta, em que a realidade, ficção, loucura se cruzam.
O grande achado do filme é a atuação surpreendente de Ashley Judd, que caiu de cabeça na persona; o que acaba lembrando, em certos momentos, os personagens femininos do cineasta sueco Lars Von Trier.