SIMPLESMENTE FELIZ(Happy-Go-Lucky, Inglaterra, 2008) de Mike Leigh.
Comédia. Professora chama a atenção por sempre estar de bem com a vida, deixando todo mundo intrigado por esse comportamento "excêntrico".
(Üç maymun, Turquia/França/Itália, 2008) de Nuri Bilge Ceylan.
Drama. Motorista aceita acobertar um crime feito pelo seu patrão, o que desencadeará reviravoltas em sua família.
(Lars and the Real Girl, EUA, 2007) de Craig Gillespie.
Comédia. Rapaz extremamente tímido mantém uma relação amorosa com uma garota, na verdade uma boneca inflamável.





Só mesmo o cinema francês para tratar sexo de uma forma adulta, realista...mas surpreendentemente tocante e sentimental. Com um formato teatral, mas longe de ser chato ou enfadonho, o diretor Fréderic Fonteyne expõe, com o auxílio de depoimentos do casal, o ponto de vista de ambos a respeito dessa relação, e como esses encontros de certa forma os tocaram profundamente. E esse sentimento recebe uma ótima tradução por parte da química perfeita entre Nathalie Baye e Sergi Lopez, os únicos atores em cena (somente em duas cenas que surgem mais dois personagens, o que já é o bastante para abalar as estruturas dessa relação).
Após anos engavetado, finalmente o ótimo cineasta americano Gus Van Sant consegue realizar essa obra, que no início dos anos 90 estava cogitada com Robin Williams e River Phoenix nos papéis principais. Mas por causa do seu teor polêmico, o projeto foi deixado de lado. Com o passar do tempo, e uma sociedade mais "liberal" e especialmente o sucesso surpreendente de O Segredo de Brokeback Mountain, Sant finalmente consegue esse feito, afinal a estória de Harvey Milk é arreabatadora, que exigia uma adaptação cinematográfica. Infelizmente, Sant foi convencional e correto na sua visão, sem ser denso como Drugstore Cowboy ou original como Elefante. E partiu direto para a causa política, esquecendo Harvey como pessoa, como ele conseguiu forças para lutar contra o "sistema", como ele conseguiu lidar com os suicídios de seus ex-namorados. Enfim, o roteiro extraiu o teor político e deixou o lado humano no "armário". Mas o filme é sensacional no desenho de produção, e no ótimo elenco, com destaque para Sean Penn, Josh Brolin e Emile Hirsch (irreconhecível).
O filme “Coraline e o Mundo Secreto” conta a estória de uma garota chamada Coraline que acaba de se mudar para Oregon. Como os pais estão ocupados com a mudança e a carreira profissional, Coraline se sente carente pela falta de comunicação com os pais. Mais tudo muda quando ela descobre que a sua nova residência, que na verdade é uma velha casa, tem uma porta estranha dentro da sala que foi bloqueada. Uma certa noite, Coraline acorda com o barulho causado por um grupo de camundongos. Ao tentar segui-los, ela percebe que eles entraram na estranha porta da sala. Ao abrir a porta, Coraline vê um túnel mágico e ao passá-lo, ela descobre que está na mesma casa, e que os seus pais têm botões no lugar dos olhos, além de uma personalidade totalmente diferente dos “originais”.
Um bonito trabalho de Henry Selick, o mesmo do clássico O Estranho Mundo de Jack, agora adaptando a obra de Neil Gaiman. Com um lindo desenho de produção, o diretor foi muito feliz em eliminar cenas musicais, algo muito comum nesse tipo de produção. Essa alternativa deixou o filme mais adulto, sério...mesmo que as vezes tenha um senso de humor perverso que cai como uma luva nessa parábola sobre relações familiares, a falta de comunicação e a difícil transição de uma criança em seus primeiros anos de adolescência.