O ESCAFANDRO E A BORBOLETA(Le Scaphandre Et Le Papillon, França/EUA, 2007) de Julian Schnabel
Drama. Depois de sofrer um derrame, jornalista tem todos os movimentos do corpo paralizados, se comunicando apenas com o olho.
EFEITO DOMINÓ(The Bank Job, Inglaterra, 2006) de Roger Donaldson
Policial. Um grupo de pessoas se juntam para elaborar um eficiente plano para roubar um banco.
UM CRIME AMERICANO(An American Crime, EUA, 2007) de Tommy O´Haver
Drama. Duas garotas ficam sob a supervisão de uma mulher violenta, após os seus pais saírem para uma viagem.









Boa adaptação da obra de Ian McEwan, considerado infilmável, mas que o diretor Joe Wright se saiu tão bem quanto no seu trabalho anterior (Orgulho e Preconceito). Belo trabalho sobre o sentimento de culpa e da impossibilidade de desfazer um dano irreparável. Com uma narrativa intricada (como esta em voga no momento, que Babel e O Jardineiro Fiel diga-se de passagem), que a princípio faz parecer tudo frio e distante, mas no final se mostra adequado ao desenvolvimento e conclusão do enredo. Mas o grande destaque vem da criativa trilha sonora de Dario Marianelli, que usa o som da máquina de datilografar na sua composição, um toque genial do compositor, e uma das mais bonitas e inventivas trilhas dessa década.
Ótimo trabalho de estréia do Tony Gilroy, roteirista da trilogia de Bourne, que faz um bom drama com viés nos filmes clássicos do realismo americano dos anos 70, como Todos os Homens do Presidente e Klute, O Passado a Condena (1971), ambos de Alan J. Pakula. Excelente crítica as grandes corporações que só visam o lucro, e a dificuldade de um homem de reverter o jogo num mundo viciado em corrupção, dinheiro. O filme vale pela boa montagem, trilha sonora engenhosa, e um ótimo elenco, com destaque para a executiva interpretada pela Tilda Swinton, uma mulher insegura por dentro e forte por fora, mas que é capaz de qualquer coisa para chegar aos seus objetivos.
Bom trabalho do diretor Ridley Scott que faz um filme à moda antiga, deixando a criatividade de lado, só com a intenção de contar a estória sem nenhum rodeio. Mas se esse projeto estivesse em mãos de um Scorcese ou Tarantino, muito provavelmente, seria um filmaço. Outro fator positivo é o seu ótimo elenco, com grande destaque para Denzel Washington, que humaniza ao máximo um homem determinado naquilo que mais sabe: criar as suas próprias regras. E foi com essa ousadia que ele se sobressaiu de um mundo hostil e instável. E Scott e Washington souberam traduzir bem essa determinação e garra.
Boa adaptação do livro do jornalista Guilherme Fiúza, que mostra a ascensão e queda de um traficante, que levava a vida numa boa (só queria saber de festas, dos amigos, da namorada, e claro, se drogar mais); sem, num entanto, se questionar sobre o seu futuro, os seus sonhos. Enfim, um rapaz que só queria curtir o presente, sem nenhuma pretensão. E foi esse despropósito que se chocou com a realidade. O filme tem um ótimo elenco, especialmente Selton Mello, mas derrapa na metade para o final, por não mostrar a luta de João contra a abstinência as drogas, só exibindo (de forma leve) a difícil realidade na prisão e num manicômio público. Mas do início até a sua metade, o filme surpreende pela energia, pelo humor as vezes tarantiano, e ousados movimentos de câmera (a cena da descoberta da morte do pai é excelente). Uma pena que o diretor Mauro Lima tenha pegado leve com o filme, pois tinha tudo para ser uma excelente obra.