(Kill Bill: The Whole Bloody Affair, EUA, 2025)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, David Caradine, Daryl Hannah, Lucy Liu.
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, David Caradine, Daryl Hannah, Lucy Liu.
Após sobreviver a uma chacina em seu casamento, uma ex-assassina profissional busca vingança contra os seus algozes em especial ao seu antigo mentor e amante Bill.
Confesso que Kill Bill é o filme do meu coração em relação à filmografia de Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios e o ponto alto da carreira dele). E rever a edição definitiva desta obra prima é um luxo (e deleite) para qualquer cinéfilo. O quarto filme de Tarantino não foi concebido para ser dividido em duas partes mas é compreensível (e financeiramente inviável) a distribuição de um filme de longuíssima duração. Mesmo assim - nesta edição - o filme passa longe de ser chato. A aula de montagem de Sally Menke (e que faz falta nos trabalhos posteriores de Tarantino após Bastardos Inglórios) em que brinca com a cronologia dos fatos e sabe dosar um ritmo alucinante com belos momentos contemplativos. As suas quatro horas e meia passam voando. O show de fotografia do mestre e habitual fotógrafo de Tarantino, Robert Richardson, que mistura cores, tipos variados de lentes e ângulos. É visível que Richardson tenha se divertido neste trabalho. A inacreditável seleção de sua trilha sonora e canções que vai de Ennio Morricone ao pop japonês. A direção criativa e inventiva do mestre que usa e abusa de recursos visuais sob a referência de um argumento simples de vingança, violência e misoginia. E por fim, a melhor atuação da carreira de Uma Thurman (responsável pelo argumento do filme) que está fantástica ao expressar raiva e vulnerabilidade (e senso de humor) na medida certa. Kill Bill: Todo Sangue Derramado vai além da homenagem aos filmes de Kung Fu e faroeste. É uma ópera cinematográfica rara feita por Hollywood que atingem em cheio várias plateias do mundo. Um monumento cinematográfico.

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