(Marie Antoniette, EUA/França, 2006) de Sofia Coppola
(Brasil, 2006) de Heitor Dhalia
(Der Rote Kakadu, Alemanha, 2006) de Dominik Graf
(Marie Antoniette, EUA/França, 2006) de Sofia Coppola
(Brasil, 2006) de Heitor Dhalia
(Der Rote Kakadu, Alemanha, 2006) de Dominik Graf
(Espanha, 2006) de Pedro Almodóvar
(Germania, Anno Zero, Itália, 1948) de Roberto Rossellini
(A Man For All Seasons, EUA, 1966) de Fred Zinnemann
(Il Deserto Rosso, Itália/França, 1964) de Michelangello Antonioni
(Brasil, 2006) de Cao Hamburger
(A Prarie Home Companion, EUA, 2006) de Robert Altman
O filme “Babel” conta quatro estórias que têm uma conexão: um rifle. Em Marrocos, dois garotos ganham um rifle para proteger o rebanho de cabras dos ataques dos coiotes. E durante o seu serviço, eles testam o alcance dos tiros da arma. E um dos tiros acaba atingindo, acidentalmente, um ônibus de turismo. Dentro desse ônibus, um casal americano joga todas as suas fichas nessa viagem, na busca de uma segunda chance ao seu fadado casamento. Até que a esposa é atingida gravemente por uma bala perdida. Nos EUA, os filhos desse casal estão sob os cuidados da empregada, uma imigrante mexicana ilegal, que tem a infeliz idéia de levar as crianças ao México para o casamento de seu filho. E no Japão, uma adolescente usa o sexo como uma forma de escapismo para lidar com o recente suicídio de sua mãe, e pela sua dificuldade de lidar com as outras pessoas por ser surda-muda. 
O título do filme vem da parábola bíblica chamada Torre de Babel, em que o homem queria construir uma torre que alcançasse o céu. Deus, desgostoso com a idéia, joga uma praga aos homens: todos dessa torre falariam línguas diferentes. E assim, nunca mais poderiam se comunicar. O diretor mexicano Iñárritu (como Deus) também conduz a confusão que assola os seus personagens, tanto emocional (a surda-muda japonesa), quanto cultural (a família de marroquinos) ou político (a empregada mexicana ilegal) e até mesmo amorosa (o casal americano). Mesmo sendo bem dirigido e orquestrado (bela trilha, ótimos atores), o diretor fez o filme mais fraco da sua trilogia, iniciada pelo ótimo Amores Brutos e o excepcional 21 gramas. E também o mais acessível. O grande problema é que a ambição (ou o ego) dos realizadores do projeto foi maior que o contexto (o tema a ser explorado) da obra. A intenção do diretor era fazer um filme “profundo, contemporâneo e para massas”, mas acaba lembrando propaganda de político brasileiro: promete, mas não cumpre.
O filme “Volver” conta a estória da Raimunda. Mulher trabalhadora que sustenta o seu marido, um homem com mania de grandeza, e a sua filha, uma típica adolescente. E ela ainda tem de cuidar da sua irmã, a cabeleleira ingênua Soledad, e de uma tia sua que esta para bater as botas. Mas os problemas de fato ocorrem quando a sua tia morre, e o seu marido é assassinado pela sua própria filha. E para piorá, a sua irmã recebe a visita do espírito de sua mãe, morta em um estranho incêndio.
O novo filme do Almodóvar é a sua volta ao universo feminino, e também é um dos seus filmes mais leves e acessíveis. Mesmo que o seu tema seja as relações familiares e os seus segredos mais pitorescos (vide o abuso sexual de menores), o diretor faz uma bela homenagem aos melodramas italianos dos anos 50/60. Em que a voluptuosa Penélope Cruz (excelente) engordou e usa decotes que lembram as divas italianas Sofia Loren, Anna Magnani e Gina Lolobrigida.
Saber mais do enredo seria estragar as surpresas que o filme reserva para o público. Mas vale ressaltar que esse é o trabalho mais maduro e intrigante do cineasta Gregg Araki. Cineasta que é lembrado pelos seus filmes provocativos e transgressores nos anos 90 (Estrada Para Lugar Nenhum, Splendor). Mas que nesse seu novo trabalho, ele equilibra bem o tom provocador com uma postura mais séria, percorrendo o mesmo caminho que o espanhol Pedro Almodóvar esta fazendo atualmente. Mas se o espanhol envereda pelo surreal, o diretor americano surpreende pela tristeza e melancolia do seu enredo. Uma típica obra que deixa um sabor amargo na boca.