LONGE DELA(Away From Her, Canadá, 2006) de Sarah Poley
Drama. Ao descobrir ser portadora do mal de Alzheimer, mulher decide viver numa clínica para os portadores dessa doença pois ela teme ser um fardo para a sua família.
QUANDO ESTOU AMANDO(Quand J´étais Chanteuri, França, 2006) de Xavier Giannoli
Drama. Cantor decadente seduz e se apaixona por uma jovem moderno, que adora música eletrônica, mas que não resiste aos galanteios do cantor sessentão.





Belíssimo trabalho do chinês Wong Kar-Wai sobre a dor de cotovelo e paixões mal correspondidas. Mas o filme vai além ao mostrar a falta de comunicação e o medo, a luta entre o moral (a fidelidade do casamento) e o desejo. Se não fosse o bastante, o filme arrebata a todos pelo seu visual translumbrante. Com uma fotografia perfeita, movimentos de câmera surpreendente, direção de arte e figurino lindos e uma trilha sonora arrasadora (em companhia dos clássicos do bolero de Nat King Cole), Amor à Flor da Pele é um dos melhores filmes dessa década pelo seu hipnótico poder de mexer com os nossos sentidos.
O filme “Drácula de Bram Stoker” conta a estória do advogado Jonathan Harker que se desloca para a Transilvânia com o objetivo de entregar uns documentos para o Conde Vlad Drácula que acabara de comprar imóveis em Londres. Chegando lá, Jonathan descobre que o conde é um homem incomum, melhor, um vampiro que criou um plano para se estabelecer em Londres com a intenção de se encontrar com a sua amada, que se encontra encarnada no corpo de Mina, a noiva de Jonathan.

Interessante estudo da violência num mundo em constante mudança. Ao mesmo tempo, uma bela homenagem aos westers bem ao estilo dos irmãos Coen (o humor negro, a violência exagerada). Com uma linda fotografia e um excelente uso do som (que substitui a trilha sonora), o filme lembra outro clássico dos Coen, Fargo. Mas se no filme de 1996, a policial grávida segura de si, vence a imbecilidade que a cerca; em Onde os Fracos Não Tem Vez, o xerife tem medo de um mundo que não faz mais sentido (representado por um Javier Bardem fantástico, mesmo usando um cabelo ridículo).