
sábado, junho 20, 2009
Destaques nos cinemas

quinta-feira, junho 18, 2009
Lançamentos em DVD

(If..., Inglaterra, 1968) de Lindsay Anderson
Drama. Num colégio para meninos, um aluno rebelde cria o caos e a anarquia nesta instituição.

(The Wrestler, EUA, 2008) de Darren Aronofsky
Drama. Por questão de saúde, lutador decadente se afasta dos ringues e tenta dar uma nova guinada em sua vida.

(Slumdog Millionaire, Inglaterra, 2008) de Dany Boyle
Drama. Ao ganhar um prêmio milionário, rapaz pobre tenta se defender da alegação de fraude expondo que esse era o seu destino.

(Przypadek, Polônia, 1987) de Krzysztof Kieslowski
Drama. Repetidas vezes, um aluno de medicina corre para pegar um trem, sempre ocasionando consequências singulares.
sábado, junho 13, 2009
Tela Super8: Cria Cuervos
"Cria corvos, e eles arrancarão os olhos."
A célebre frase acima é um ditado muito comum na Espanha, que o cineasta Carlos Saura usa como metáfora sobre a infância dolorosa e traumática de Ana, a personagem principal de Cria Cuervos (Espanha, 1976). Na verdade, Ana simboliza a Espanha que acabara de sair de uma longa ditadura (1939-1976) e tenta engatinhar os primeiros passos de uma democracia. Mas em Cria Cuervos, essa transição não é tão fácil, pois para melhorar o país é necessário expulgar os traumas do passado. Mas o filme também é famoso pelo uso da música "Por qué Te Vas" cantada por Jeanette.
obs: a banda brasileira, Pato Fú, regravou essa música no álbum MTV Ao Vivo Pato Fú (2000).
quarta-feira, junho 10, 2009
Star Trek

Antes de mais nada, devo ressaltar que não sou fã da famosa série de televisão; e nunca assisti aos filmes que fazem parte dessa franquia. Dessa maneira, não criei nenhuma expectativa ao ver essa obra, que dá início a uma nova série de filmes, abordando o começo das aventuras espaciais do Capitão Kirk e cia. No fundo, é uma forma de ganhar dinheiro em um produto que tem venda garantida.
E o primeiro a comandar esse “prequel” é J. J. Abrams, que fez fama justamente na televisão (Alias, Lost) com o seu jeito peculiar de contar estórias. E esse estilo se encontra presente em Star Trek (rápidos movimentos de câmera, uso constante de flashbacks, elementos surpresas na narrativa), se transformando numa boa sessão da tarde. Mas nada além disso. É um filme leve, correto, bem produzido, e elenco certinho. Se você assistiu ao Star Wars Episódio 1 - A Ameaça Fantasma (1999) de George Lucas vai entender do que eu estou falando.
domingo, junho 07, 2009
Coração Selvagem


“O mundo é selvagem por dentro e tão estranho por fora.” Esta frase dita por Lula resume bem o espírito do filme mais anárquico de David Lynch; um love story cheio de perversão e de um humor negríssimo. Inspirado no clássico O Mágico de Oz, mas sem o cachorrinho Totó como o diretor definiu, Coração Selvagem exibe todas as taras de Lynch: o cowboy misterioso; o visual retrô; o palco em que apresenta figuras esquisitas; a montagem intricada; o ótimo uso da sonoplastia; e a bela trilha sonora de Angelo Badalamenti que mistura heavy metal, big bands e Elvis Presley (afinal, Sailor é fã do rei do rock).
Com diálogos superficiais (que lembram os grandes melodramas dos anos 50), Coração Selvagem ficou datado por não chocar tanto como aconteceu no seu lançamento. Mas o filme tem o seu charme graças a química engraçada entre Nicolas Cage e Laura Dern. Mas quem rouba a cena é Diane Ladd que está incrível e kitsch como a vulgar e psicótica Marietta.
sexta-feira, junho 05, 2009
Quem Quer Ser Milionário?


Um dos sucessos mais inesperados dos últimos anos, o filme do sempre irrequieto Danny Boyle chama atenção pela salada de estilos que a obra apresenta. Afinal, a estória de Jamil é extremamente dolorosa e difícil, mas que é mostrada de uma maneira viva e pop (sem dúvida nenhuma o brasileiro Cidade de Deus fez escola, até a galinha está lá). E por se passar na Índia, a produção homenageia Bollywood (para mim, um ponto negativo do filme, pois deixa um ar de novelão, com direito a mocinho e bandido). Mas o que faz o seu diferencial é a sua linda fotografia, o ótimo trabalho de som, a intricada montagem (recheada de eficientes flashbacks), a empolgante trilha sonora e a excelente trabalho do elenco infantil.
A saga de um favelado, que comeu o pão que o diabo amassou, mas que por lance de destino, toda a sua experiência de vida serviu para mostrar que os seus passos têm alguma finalidade é interessante nesse momento de crise econômica, já que o público sai animado, leve depois de duas horas de desgraça. Quem Quer Ser Milionário não é o melhor filme do ano, mas o seu ritmo e as suas cores marcam a memória.